‘Aconteceu um milagre’, diz o pai de adolescente espancado


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Em fevereiro, Guilherme estava sem perspectiva em uma cama depois de deixar o hospital
Em fevereiro, Guilherme estava sem perspectiva em uma cama depois de deixar o hospital
Guilherme foi encontrado inconsciente, caído próximo à calçada. Populares imaginavam que ele estivesse morto. A equipe do SAMU realizou um procedimento de traqueostomia no próprio local para salvar sua vida. Ele só foi identificado três dias depois. Em princípio imaginava-se que era um homem mais velho por causa do inchaço. 
 
Ele ficou 17 dias no CTI. Deixou o hospital um mês depois. Havia perdido a fala e todos os movimentos do corpo. Estava com um quadro de traumatismo craniano grave, hemorragia no tórax e infecção generalizada. “Os médicos nos disseram que ele ficaria em estado vegetativo ou morreria”, conta o pai, Thiago Gonçalves da Silva. 
 
Guilherme foi para casa e aos poucos começou a recuperar a consciência e os movimentos. Hoje, consegue se levantar da cadeira de rodas e caminhar pela casa. Faz tratamento de fisioterapia e de fono na Apae. Recuperou a fala e se lembra de passagens da agressão. Em função do trauma no nervo central, tem dificuldades para dormir e, às vezes, fica muito nervoso. “Hoje, posso dizer que é o meu filho de verdade. Foi um milagre que aconteceu. O Guilherme nasceu de novo, mas ainda tem muito o que melhorar. Gostaria de agradecer a todos que nos ajudaram. Muitas pessoas que a gente nem conhecia foram solidárias e apoiaram nossa causa”, finalizou o pai.
 
 
 

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