Cruzamento das ruas Alagoas e Minas Gerais é palco de acidentes


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Secretário diz que alternativa para segurar a velocidade da Minas Gerais será avaliada como resposta aos apelos da população
Secretário diz que alternativa para segurar a velocidade da Minas Gerais será avaliada como resposta aos apelos da população
Um acidente envolvendo três carros e um ferido, no início da tarde da última quarta-feira, trouxe à tona, novamente, a periculosidade do cruzamento da avenida Alagoas com a rua Minas Gerais - próximo à rotatória da caixa d’água da avenida Brasil. Segundo as estatísticas de acidentes no local, divulgada pela Divisão de Trânsito do Município, de janeiro até a data de ontem, foram 12 batidas sem óbitos. No entanto, comerciantes, moradores e pedestres do entorno afirmam que o número é ainda maior e que não há uma só semana em que acidentes não ocorram ali, embora não sejam sempre contabilizados oficialmente por não provocarem vítimas.
 
“Muitas vezes não há feridos, mas acidentes acontecem toda semana”, disse o industrial Edinaldo Luís da Silva, que possui seu negócio na esquina do cruzamento. “Ontem, por exemplo, vi seis situações que quase se tornaram acidentes. Numa delas, um carro que vinha pela Alagoas cortou a frente de duas motos que, por pouco, não bateram”, completou o salgadeiro Guilherme dos Santos.
 
O grande problema do local é a concentração de fluxo das duas vias, já que a Alagoas dá acesso a outras duas grandes avenidas - Helio Palermo e Brasil - e a rua Minas Gerais é utilizada como rota alternativa à Brasil, uma vez que segue paralelamente à ela e não possui semáforos. “Eu mesmo, quando venho da Ademar de Barros, desço pela Minas Gerais para evitar os semáforos da Brasil. E todo mundo faz isso, tornando o trânsito da Minas Gerais muito grande”, disse Edinaldo. “A meu ver, era preciso por o “Pare” na Minas Gerais”, sugeriu.
 
As opções apontadas pelos transeuntes para melhorar a segurança no ponto de convergência das vias são muitas. Vão desde a mudança do “Pare” à instalação de lombofaixas e semáforos. “Demoro muito até conseguir atravessar a avenida e quando dá um tempinho, tenho que correr porque, senão, o carro pega mesmo! Acho que o ideal seria ter um sinaleiro aqui, já que vem carro de todos os lados”, disse a aposentada Lázara dos Reis Batista.
 
De acordo com o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, a Divisão de Trânsito aponta quem, desde as sugestões dadas, a mais inviável seria a instalação do semáforo. “Temos ali um local de conflito. Não temos espaço físico entre a rotatória da avenida Brasil e o cruzamento para por um semáforo. Se fizermos isso, uma fila que formar com um ônibus e um carro já trava a rotatória. Sem contar que o retorno para a Alagoas é um ponto cego. Isso aumentaria o número de acidentes na rotatória.” Ainda de acordo com o secretário, uma alternativa para segurar a velocidade da Minas Gerais será avaliada como resposta aos apelos da população. “Vou verificar junto ao Departamento de Trânsito a possibilidade de fazermos o que foi feito no caso do cruzamento da Afonso Pena com a Álvaro Abranches e que deu certo: sinalizar com “devagar”, “cruzamento perigoso” e outras placas que mexam com o motorista para que eles reduzam a velocidade”.

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