Os três médicos ligados ao ICV (Instituto Ciências da Vida) que deveriam prestar depoimento nesta quinta-feira na CEI (Comissão Especial de Inquérito) dos Falsários faltaram. A comissão investiga a ação de uma quadrilha de falsos médicos e o contrato mantido entre o ICV e a Prefeitura de Franca para o fornecimento de profissionais para atender nos dois prontos-socorros da cidade.
Estavam previstos para esta quinta-feira os depoimentos de Fernanda Sumire Araki, Thanios Nunes Lacerda e Lavorsier Tavares Andrade. Fernanda foi intimada depois de ser citada em uma carta de justificativa de falta apresentada pelo diretor-operacional do ICV, João da Rocha. Ele deveria depor no dia 25 de agosto, mas também não compareceu. Segundo João, sua falta teria sido motivada por medo de agressões. No documento, ele afirma que a médica Fernanda teria sido agredida dentro do Pronto-socorro.
Lavorsier e Thânios foram citados no depoimento do diretor-administrativo do PS, Bruno Marinho. Segundo ele, os dois seriam coordenadores do ICV em Franca.
Os três convocados para ontem enviaram, por meio de seus advogados, justificativas em que alegam os mesmos motivos: eles teriam sido convocados em cima da hora, sem prazo para preparação. Nos documentos entregues, eles pedem prazo de 30 dias para poderem depor.
O presidente da CEI considerou as faltas uma estratégia do ICV para atrasar as investigações. “Com as faltas desta quinta, já são quatro testemunhas ligadas ao ICV que não comparecem a seus depoimentos. Muita coincidência. Para mim, está clara a falta de colaboração com a nossa investigação”.
Por conta disso, os três membros da CEI - além de Márcio, ainda participam os vereadores Jépy Pereira (PSDB) e Daniel Radaeli (PMDB) - decidiram reconvocar as três testemunhas. Desta vez, usando a intimação coercitiva. “Concederemos o prazo de 15 dias para que eles possam depor. Mas as intimações serão emitidas já com a cláusula coercitiva. Se não comparecerem espontaneamente, usaremos a força policial”, disse Márcio.
Ele também afirmou que os advogados dos três médicos apresentaram um pedido de vistas voltado aos documentos obtidos pela CEI. “Em relação a este pedido, ainda devemos deliberar se concederemos ou não”.
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