Uma confusão em que três homens figuram como suspeitos de atropelarem diversos clientes e funcionários de um posto de combustíveis e atirarem foi parar na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. As imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento e depoimentos de testemunhas são as armas da polícia para identificá-los.
O caso aconteceu na madrugada de quinta-feira (3) em um posto da avenida Severino Tostes Meirelles, no Distrito Industrial. De acordo com funcionários e clientes que estavam no local, por volta de 2h30, três homens chegaram em um veículo VW Golf, de cor vinho, e insistiram em colocar som alto. Eles foram advertidos pelo segurança e, revoltados, começaram a discutir com funcionários e clientes do posto antes de serem expulsos do estabelecimento.
Irritado, o motorista do Golf jogou o carro contra as pessoas que estavam no pátio do posto, atropelando-as antes de fugir, não sem antes proferir diversas ameaças de que voltaria armado para matar quem lá estivesse. Algumas das vítimas saíram do posto em busca de atendimento médico e, minutos depois, a ameaça se cumpriu.
Segundo as testemunhas que estavam no posto, um veículo semelhante a uma Blazer de cor clara transitava pela avenida quando o passageiro que estava no banco de trás do motorista apontou uma arma na direção do posto e às pessoas. Diversos disparos foram feitos. A Pajero do dono do estabelecimento, a armação de uma das bombas de combustíveis e a parede lateral da loja de conveniência foram atingidas.
À polícia, um indivíduo que presenciou os acontecimentos disse que os ocupantes que atiraram contra as vítimas são residem na Vila Imperador. Um deles, inclusive, seria proprietário de uma loja de som automotivo. Os outros seriam irmãos do primeiro.
Por conta dos crimes, um boletim de ocorrência foi registrado no Plantão Policial como disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio. Peritos do IC (Instituto de Criminalística) estiveram no posto e fizeram os procedimentos de praxe. A ação foi filmada pelas câmeras de segurança do estabelecimento e as imagens serão utilizadas pelos investigadores da DIG no inquérito instaurado pelo delegado Márcio Murari. Ele ainda deverá acionar testemunhas, que participarão de oitivas para que a Polícia Civil chegue aos responsáveis.
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