Mais um caso de homicídio ocupará nos próximos dias os policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Ontem à noite, o pedreiro Samuel Pereira Medeiros, de 18 anos, morreu a caminho da Santa Casa após levar diversos tiros pelo corpo. Os responsáveis, no entanto, não estão identificados. Eles fugiram em uma motocicleta de cor escura sem deixar vestígios.
O crime aconteceu no cruzamento das ruas Pará com Washington Luís. Por volta das 21 horas, dois suspeitos em uma moto Honda Titan passaram em frente à calçada onde Medeiros estava na companhia do apontador de sola Guilherme Henrique Batista, de 22 anos. Um dos bandidos, que estava armado, disparou várias vezes na direção das vítimas. Enquanto Batista levou um tiro na panturrilha, o pedreiro foi atingido várias vezes.
De acordo com uma testemunha, que pediu anonimato à reportagem, os amigos estavam na porta de uma padaria quando os acusados passaram. “O Guilherme ia comprar refrigerante quando sentiu o impacto da bala e gritou para o Samuel que estavam atirando neles. Eu cheguei para socorrê-lo, mas ele disse para que eu fosse até o amigo. Quando me aproximei do Samuel, vi que ele tinha levado vários tiros (cinco) nas costas”, disse a jovem.
Após ouvir barulhos, moradores do bairro acionaram a Polícia Militar, que precisou isolar a área onde ocorreu o homicídio para que curiosos não se aproximassem. Medeiros e Batista foram levados rapidamente para a Santa Casa, mas o pedreiro não resistiu e morreu a caminho. Já o apontador, atingido na perna, foi socorrido e liberado ainda no final da noite.
Posteriormente, homens da Polícia Civil de Franca chegaram ao local, bem como peritos do IC (Instituto de Criminalística), que fizeram os levantamentos usuais e fotografaram a cena do crime. O caso foi registrado no Plantão Policial e será investigado pelos agentes da DIG, pois trata-se de um crime violento de autoria desconhecida.
O corpo de Samuel Pereira Medeiros foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal). Um laudo acerca do assassinato será expedido em, no máximo, 30 dias. Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre velório e sepultamento da vítima. Segundo um PM de serviço, ele teria passagens anteriores, fato não confirmado no local pelos policiais civis.
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