Morreu, por volta das 15h30 de ontem, a presidente do Proreavi (Projeto de Restauração de Vidas), Eliana Justino. Aos 56 anos, Eliana foi acometida por um mal súbito sendo encontrada por familiares em sua cama. “Ela trabalhou normalmente. Foi repousar depois do almoço e morreu dormindo”, disse Hugo Justino sobre a mãe, que sofria com problemas cardíacos. Ainda segundo Hugo, Eliana não havia reclamado de mal estar ao longo dia.
Eliana já havia passado por infartos entre 2005 e 2008, quando descobriu ter esclerose múltipla, uma doença incurável. Ela não enxergava com nitidez e sentia fortes dores no corpo, chegando a ficar dias seguidos na cama, passando ainda por internações na UTI. Mesmo com os problemas de saúde, ela não esmorecera seus trabalhos no Proreavi. “Enquanto tiver vida, vou me dedicar aos meninos (internos) porque acredito no que faço. E vale a pena, muito a pena”, disse ela ao Comércio, em uma entrevista publicada em 2008.
Nascida em São Paulo, Eliana veio para Franca quando tinha por volta de 30 anos e atuava como comerciante. Seu trabalho no Proreavi começou tempos depois, quando descobriu que um de seus filhos era usuário de drogas. Ela buscou apoio junto ao projeto e se envolveu com o mesmo, assumindo a presidência um ano depois do primeiro contato. Foi uma luta de anos pela manutenção do projeto. Não raro, Eliana organizava bazares, venda de pizzas, eventos ou qualquer atividade que lhe pudesse ajudar a conseguir verba para o Proreavi.
Seu trabalho à frente da instituição lhe rendeu uma homenagem especial.
Eliana recebeu, em 2008, o Troféu Hors Concours de Empreendedora Social, concedido pelo GCN. Seu nome foi indicado por votação popular. Depois, um corpo e jurados escolheu sua atuação, diante de outros vários trabalhos sociais da cidade, como o de maior relevância social realizado naquele ano.
Eliana era das presenças mais emocionadas na festa de entrega do troféu.
Eliana deixa o marido Aparecido Justino, com quem viveu por mais de 40 anos, cinco filhos, seis netos e um à caminho. “Minha mãe era uma mulher muito batalhadora e ativa. Trabalhava com programas sociais, ajudando a comunidade, e era atenciosa com a família. Uma mãe excelente”, disse Hugo.
O velório acontece no São Vicente de Paulo, sala 6. O sepultamento será às 16 horas desta sexta-feira, no cemitério Santo Agostinho.
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