Só nós podemos mudar o Brasil


| Tempo de leitura: 2 min
Se for realizada uma ampla pesquisa, buscando saber de cada brasileiro qual foi o seu candidato a deputado, federal ou estadual, nas eleições de outubro do ano passado (onze meses atrás), o resultado não deverá surpreender: certamente a grande maioria vai dizer que não se lembra. Se for feita outra amostragem, desta vez perguntando ao brasileiro o que ele considera corrupção, certamente a maioria das respostas vai apontar os escândalos como Mensalão e Petrolão, envolvendo nossos políticos. Estes são dois dos principais problemas de um Brasil que ainda não encontrou o caminho de sua redenção, vivendo à mercê de uma classe política completamente ineficiente e uma máquina administrativa inflada por causa de motivações ideológicas.
 
A corrupção hoje coexiste com atos cotidianos considerados pequenos, mas que não passam de ilegalidades e imoralidades que desembocam nos grandes escândalos envolvendo gestores públicos e políticos. A tentativa de “molhar a mão” de qualquer servidor para obter alguma vantagem também é um ato corrupto. Usar senha diferenciada para utilizar o caixa preferencial dos bancos, destinados a aposentados, mulheres grávidas ou com crianças de colo e deficientes físicos, também. Até furar a fila do supermercado não deixa de ser uma tentativa ilegal e imoral de levar vantagem. Não diferem daquela corrupção que desvia milhões de reais dos cofres públicos para bolsos alheios. Como já diz o ditado, quem rouba uma palha, rouba um palheiro. Não é a quantia que torna o ato ilícito. Por isso, ainda se debate se o Brasil vai encontrar seu rumo, diante não apenas da roubalheira patrocinada por empresários, políticos e agentes públicos, mas principalmente por causa da atitude do brasileiro, que não se posiciona diante de ilegalidades de todo tipo.
 
Enquanto não retomarmos a capacidade de nos indignarmos diante de todos estes atos, dificilmente poderemos fazer justiça à maioria da população que se vê órfã de seus representantes eleitos e continua votando nos mesmos nomes que, a cada quatro anos, vão se perpetuando em seus cargos sem que promovam a verdadeira revolução que a Nação inteira espera. Votar por votar, no primeiro nome que aparece, apenas para se desvencilhar logo da obrigação e ‘não perder o voto’ é o que vem mantendo o Brasil refém de quem se interessa apenas pelos seus próprios interesses. Está nas mãos de todos nós a grande oportunidade de transformarmos nosso País naquilo em que todos sonham e esperam. Basta que passemos a nos preocupar com aqueles que elegemos, buscando as informações necessárias para que escolhamos com sensatez os nossos representantes, com a garantia de que possam ser cobrados por seus atos. Depende apenas de nós a transformação do Brasil.
 
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários