Justiça nega liberdade a falso médico


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Pablo Mussolin trabalhou como falsário de agosto a outubro do ano passado, no Pronto-socorro ‘Álvaro Azzuz’. Mais de 2 mil pessoas foram atendidas por ele
Pablo Mussolin trabalhou como falsário de agosto a outubro do ano passado, no Pronto-socorro ‘Álvaro Azzuz’. Mais de 2 mil pessoas foram atendidas por ele
O pedido de liberdade provisória feito por Pablo do Nascimento Mussolin foi negado pela juíza Carla Carlini Catuzzo, da 2ª Vara Criminal de Mairinque. Pablo responde a uma ação penal por exercício ilegal da medicina, uso de documento falso, falsidade ideológica e associação a organização criminosa. Ele é apontado pelo Ministério Público como um dos membros de uma quadrilha que agia aliciando falsos médicos para trabalhar em prontos-socorros e hospitais do interior de São Paulo. 
 
Em Franca, Pablo Mussolin trabalhou como falsário de agosto a outubro do ano passado, no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”. Segundo cálculos da Secretaria Municipal de Saúde, mais de 2 mil pessoas doentes foram atendidas por ele. Pelo menos, duas delas morreram em circunstância ainda a serem apuradas. 
 
A decisão de não conceder a liberdade provisória ao réu foi proferida nesta semana. Esta é a segunda vez que Pablo tenta ser solto. Sem sucesso. O primeiro pedido foi negado no mês passado e negado pelo Tribunal de Justiça. Nas duas decisões, as provas levantadas contra Pablo pesaram. Ele foi preso em flagrante portando uma carteira de identidade médica falsificada em nome do médico Pablo Vinícius Thomaz Galvão, que é médico de verdade. 
 
Além disso, há extensos registros de atendimentos médicos feitos ilegalmente por Pablo em São Roque, Mairinque e Franca. Além desses três municípios, ele ainda atuou em Alumínio, Vargem Grande do Sul, Várzea Paulista e Jundiaí.
 
Benefício
A mesma juíza que decidiu manter Pablo preso acatou o pedido da defesa de Bertino Rumarco da Costa para que ele seja solto mediante o pagamento de fiança. 
 
Como Pablo, Bertino também atuou como falso médico. Em Franca, ele usava o nome de Naas Adonais Carvalho de Assis e trabalhava atendendo crianças no Pronto-socorro Infantil. Ele é apontado pela polícia como um dos responsáveis por fazer o aliciamento de pessoas dispostas a trabalhar como médicos sem autorização. 
 
Na decisão, a juíza Carla Catuzzo fundamenta sua decisão no fato de Bertino ter residência fixa, estar matriculado em uma faculdade e não ter tentado fugir. “Arbitro a fiança no valor de 10 salários mínimos. Após o pagamento, seja expedido o alvará de soltura.”
 
Ontem, Bertino ainda permanecia preso na cadeia de Capela do Alto, aguardando o alvará.
 
 
 

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