Diarista acha bomba e PM fecha ‘São Joaquim’


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Homem do Gate usa equipamento especial para manusear artefato até local seguro e implodi-lo
Homem do Gate usa equipamento especial para manusear artefato até local seguro e implodi-lo
Uma diarista levou um grande susto ao abrir uma maleta de ferramentas, encontrada no meio de uma rua no Jardim Lima, na tarde de sábado.  
 
Elisa Rosa, 49, achou uma maleta de ferramentas na rua Arnaldo Lemos e a levou para sua casa, no bairro São Joaquim. Ao abri-la encontrou uma bomba e não teve alternativa a não ser chamar a polícia.  O incidente ocorreu por volta das 14 horas.
 
“Estou tremendo até agora. Eu estava no Jardim Lima e vi essa mala de ferramentas no meio da rua. Resolvi pegar. Na hora, minha irmã até brincou dizendo que podia ter bomba dentro e foi o que realmente aconteceu”, disse a diarista.
 
Ao verem o que tinha no interior da maleta, todos os que estavam na casa, no bairro São Joaquim, saíram correndo para a rua. A diarista deixou a maleta no toco de uma árvore, na calçada de sua residência. A Polícia Militar foi acionada e interditou as proximidades da rua Deoclides Barbosa Leme. Faixas foram colocadas para evitar que pessoas e veículos transitassem pela área.
 
 
A bomba possuía tubos vermelhos, aparentemente de metal com a sigla do explosivo TNT (Trinitrotolueno). Também havia um mecanismo como um teclado numérico e um fio de telefone ligado a esses tubos. Do lado externo da maleta, existiam botões e entradas como se fossem carregadores de uma bateria.
 
A Polícia Militar acionou uma equipe do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais), de São Paulo, que viria a Franca para explodir o artefato. Segundo a Polícia Militar, somente o GATE poderia confirmar a veracidade da bomba e desativá-la de modo seguro. Durante horas, o local próximo de onde a bomba foi encontrada permaneceu interditado. 
 
Trabalho noturno
A equipe do GATE chegou  por volta das 21 horas e levou cerca de duas horas para implodir o artefato de modo seguro. Com apoio dos Bombeiros e da PM, o grupo estudou minuciosamente o objeto. Muitos curiosos acompanharam e, para garantir a segurança de todos, depois de embalar a maleta onde estava a suposta bomba, o artefato foi levado para um terreno baldio apenas algumas quadras de distância. Seguindo o protocolo de segurança, o GATE implodiu o artefato, que não continha pólvora.
 
De acordo com o Tenente Tiago Melo, “O GATEconcluiu que tratava-se de um simulacro de artefato que não possuía nenhuma pólvora ou algum elemento explosivo dentro deste suposto artefato. Agora será encaminhado para o grupo para ser estudado”, disse. Toda a ação policial durou nove horas.

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