Sob o mesmo título, a psicóloga Rosely Sayão, em sua coluna no caderno ‘Ribeirão’, da Folha de S. Paulo, analisou a importância da educação, tanto da oferecida pelo lar quanto pela escola. Enfatizou que a educação escolar não deve constituir-se apenas de informação, mas também de formação de valores morais.
A proposta da colunista harmoniza-se com o pensamento do grande educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi que, em seu colégio de Yverdun, na Suiça, foi professor de Hippolyte Léon Denizard Rivail, que veio a assinar a codificação do Espiritismo como Allan Kardec.
Para a Doutrina Espírita, o lar é a primeira escola, como bem definiu Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier.
Aos pais não compete apenas fornecer o arcabouço material de que se serve o espírito renascente, mas educá-lo para o enfrentamento de duas obrigações principais, às vezes simultâneas: expiar as faltas que cometera em anteriores existências, e que lhe passaram a incomodar a consciência, e provar, para saber se se acha em condições de avançar para planos superiores.
Ao renascer no rés do chão planetário, o espírito traz consigo o somatório das experiências que lhe marcam o inconsciente na forma de tendências e inclinações.
Ao Estado e às pessoas responsáveis cumpre formar-lhe o caráter. No meio em que ele vive, especialmente o familiar, é que se lhe edificará a nova personalidade. Ali, é que ensinamentos e conselhos até convencem, mas os exemplos arrastam. Se o reencarnante traz tendência à rebeldia, ao egoísmo, orgulho, e no lar encontra quem lhos estimula, uma de duas coisas acontece: terá mais uma encarnação conturbada e perdida, ou, se trouxe consigo marcadas qualidades morais, sofrerá em redobrado esforço de vencer as inconveniências do meio.
É-nos imensa a responsabilidade na condução de nós mesmos e dos nossos.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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