Glória ao pai e ao filho


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Encontrei-me com Hélio Rubens, pai, recentemente, na ocasião em que o Instituto MVP — fundado e conduzido pelo empresário Donizete Soares, patrocinador do basquete vitorioso da Apae de Franca e de outras equipes que disputam campeonatos de base da Federação Paulista de Basquetebol —, após reformar integralmente a quadra poliesportiva da AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) a reinagurou para ser a ‘casa’ de treinamentos e jogos de seus times, em parceria com o clube.
 
Andamos afastados por um tempo, eu e ele, para insatisfação minha. Tenho Hélio, pai, como um de meus (poucos) ícones esportivos. Acompanho-o desde os tempos de EETC quando, liderado pelo professor Pedroca (meu ex-professor e outro de meus poucos ícones), ao lado de seus irmãos Fransérgio e Totô, e acompanhado por Carraro, Hamilton e outros jovens da época, iniciou caminhada que tornaria o basquete de Franca o maior vencedor de competições oficiais do país, e ele, referência nacional e internacional como atleta e treinador, um dos mais importantes do século XX segundo publicações especializadas nacionais e internacionais.
 
Quem consultar a internet verá que Hélio integrou a seleção brasileira da modalidade entre 1966 e 1979, capitaneando-a na maioria deste tempo. Amealhou, em quadra, nove títulos nacionais. Não há espaço aqui, para descrever todos os títulos que ele alcançou, e nem é o momento de fazê-lo. 
 
Quero, isto sim, contar mais uma história que demonstra o jeito Hélio Rubens de ser. Conforme disse, estivemos distantes por um tempo. No dia da reinauguração da quadra da AABB, soube, por Donizete, que Hélio iria. Foi uma ocasião oportuna. O recebi, conversei rapidamente com ele e lhe dei os detalhes sobre a cerimônia que estava para começar.  Após, o apresentei com a ênfase que sua história exige. Acabado o evento, ele saiu de onde estava, foi até mim, estendeu-me a mão.  Emocionamo-nos juntos.
 
Comungo com Dom Diógenes Silva Mathes, bispo emérito de Franca, com quem também construi proximidade de respeito ao longo de anos, ele que se considera e continua se apresentando como ‘o menor de todos’. Também como um dos menores de todos, reafirmo o respeito que tenho por Hélio e sua mulher Maria Helena por haverem gerado filhos da mesma estirpe deles, talentosos e educados, dentre eles, Helinho, que a torcida francana também tornou ídolo não sem razão. 
 
Hoje, Hélio Rubens Garcia Filho se despede das quadras como atleta de alta performance, responsável por títulos, liderança equilibrada, disposição de relacionar-se com todos, crianças e adultos que se espelham e continuarão se espelhando nele  também por sua ética e honradez. Tenho certeza que Hélio é pai feliz por ver, no filho, continuidade de seus valores, especialmente superação e dedicação ao trabalho. Como técnico vitorioso, vai continuar colocando-o para jogar. Vou hoje ao Póli, saudá-los.
 
Penso que Chico Cachoeira, pai de Hélio, avô de Helinho e meu pai, Domingos Lima, o ‘Vigário’, ambos fundadores do basquete francano lá nos anos 30 e 40, e hoje lá no Olimpo, observam contentes a grande festa que os Garcia fizeram por merecer, e o que este Lima aqui conta, para manter vivo o ‘estado de espírito’ que é o nosso basquete, muito mais que um simple sesporte
 
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Luiz Neto
jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br
 
 

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