Uma quadrilha especializada em roubar carros, falsificar placas e documentos e repassá-los a um receptador que os reencaminhava ao mercado foi desbaratada ontem pela Polícia Civil de Franca. O esquema era ousado e envolvia acusados localizados em três cidades diferentes: Ribeirão Preto, Franca e Guará. Até o momento, quatro homens foram apontados como integrantes do bando. Três foram presos e ouvidos por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) em Franca ontem. O quarto suspeito, que mora em Ribeirão Preto (86 km de Franca), está identificado, mas foragido.
Desempenhando funções variadas na quadrilha, os indivíduos foram apontados como responsáveis por pelo menos três roubos de carros em Franca. A DIG, no entanto, trabalha com a hipótese de que eles estejam envolvidos em mais crimes do gênero na cidade. Segundo o delegado Márcio Murari, MPF, 19, do Parque Universitário, era quem roubava as mulheres, vítimas preferidas. Para falsificar os documentos dos veículos, o bando usava JWF, 40, residente no Jardim Luiza. Já AAP, de 42 anos e morador em Guará (45 km de Franca), era quem repassava os veículos roubados para eventuais compradores, sempre a preços inferiores aos vigentes no mercado.
O suspeito de Ribeirão Preto era um deles. Ele avisava o receptador de Guará sobre os carros que o interessava. A polícia apurou que entre eles, estava um Fiat Uno roubado de uma professora no Jardim Francano, em julho. Ele foi localizado ontem com AAP, que foi preso em flagrante pela DIG com o apoio da Polícia Civil e Militar de Guará. “No interior do carro, estavam placas falsificadas que seriam para um caminhão Scania”, disse Murari.
Para chegar no falsário, JWF, os agentes policiais prenderam MPF, que encontraria o comparsa perto de um posto do Jardim Guanabara na manhã de quinta-feira. Com o jovem, foi apreendido um rádio portátil da polícia, utilizado para definir alvos de ataques. Ambos foram detidos e conduzidos à DIG, onde se encontraram com o receptador. O ladrão de carros confessou o roubo do Uno e negou outros três, mas acabou reconhecido pelas vítimas.
O caso está longe de terminar. Ainda de acordo com Murari, podem existir outros receptadores envolvidos com o bando. Mais vítimas serão chamadas para serem ouvidas nos próximos dias. Outro objetivo é localizar e prender o morador de Ribeirão Preto. Até o momento os acusados presos responderão por três crimes: roubo, receptação e falsificação de documento público.
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