O projeto de leitura desenvolvido pela Escola Estadual “Professora Suely Machado da Silva”, do Jardim Brasilândia I, resultou na arrecadação de mais de mil produtos que foram destinados ao Lar São Camilo de Lellis, dedicado a atender pessoas da terceira idade.
A mobilização social aconteceu através de uma gincana, promovida como atividade comemorativa no último Dia do Estudante, 11 de agosto, idealizada dentro do projeto da Sala de Leitura da escola. Para concluir a iniciativa, alunos visitaram a entidade, declamaram poesias e fizeram a entrega dos donativos.
“Buscamos uma situação que envolvesse toda a comunidade escolar em prol de inseri-la em projetos sociais”, disse a professora Verônica Aparecida de Freitas, 57, idealizadora da ação ao lado da professora Ana Paula Faleiros de Carvalho, 52. “Levamos a ideia à diretora Valquíria Oliveira, que abraçou a causa junto com toda a coordenação”, completa Verônica.
Todas as 19 turmas da escola participaram da mobilização e, após 11 dias de campanha, a soma dos donativos contabilizou 1.025 itens, entre produtos de limpeza, higiene e alimentícios. “Os alunos abraçaram a causa, vinham perguntar qual turma estava na frente, se dedicaram mesmo”, conta Verônica. Para fazer as visitações ao lar, as professoras selecionaram as turmas que mais arrecadaram produtos em cada período.
Na última terça-feira, 25, o 6º ano B foi a primeira turma a visitar a entidade. Os 24 alunos da sala foram acompanhados pelas professoras até o local, onde puderam conhecer os atendidos pelo lar, conversar com eles e trocar experiências durante a tarde. Já na manhã de quarta, 26, foi a vez do 9º ano A ir ao São Camilo de Lellis. Além de responsáveis por levar os donativos, os 25 alunos também prepararam apresentações de poesias.
A confraternização entre gerações se estendeu por boa parte da manhã. Para a estudante Ana Caroline Grunow, 14, foi uma experiência única. “(A visita) mudou totalmente a impressão que a gente tinha de um lugar para onde os mais velhos vão. A gente pôde conversar, conhecer as histórias deles, ficaram contentes com a gente aqui.”
E o sentimento foi recíproco, segundo Paulo Faraco, 43, atendido pelo lar há quatro anos. “Aqui, a gente acaba um pouco restrito do povo. Então, é bom conversar com os jovens: eles fazem perguntas e a gente dá dicas de como ser no futuro”, disse.
Além da troca de experiências, o projeto também colaborou muito para a manutenção da entidade, que viu o número de doadores diminuir nos últimos anos. “As doações caíram muito, precisamos comprar quase todos os produtos agora, antes não. Essa campanha vai nos ajudar muito”, comemorou Elenir Malta, 58, coordenadora administrativa da instituição. “Essa visita é uma troca importante para a sociedade, traz integração entre as gerações. Eles (os atendidos) revivem o passado, matam a vontade de conversar, enquanto os alunos ganham mais experiência de vida”, completou.
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