MC Garden detona funk de ostentação e propõe funk consciente


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Reprodução Facebook
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Lucas Rocha da Silva, de 21 anos, tem se destacado no funk paulista. Conhecido como MC Garden, uma referência ao medicamento Gardenal, Lucas explica que sempre foi considerado diferente pelo modo de pensar, e por isso ganhou o apelido. Crescendo em meio ao funk e ao rap, Lucas tem uma proposta diferente, o "funk consciente", ou como algumas pessoas preferem chamar, a "revolução do funk".


Desde 2013, MC Garden já demonstra o estilo próprio, mas somente com o lançamento da música Encostei no Baile Funk o funkeiro passou a ter destaque. "Acho que [o sucesso veio] porque falta conteúdo nas músicas atuais, e quando o pessoal vê isso num funk, isso impressiona. Faz com que as pessoas tenham vontade de compartilhar e repassar", contou Garden ao G1. "Se abrir a caixa de mensagens da minha página, são milhares por dia que falam: 'Eu odiava funk, mas depois de conhecer o seu passei a respeitar o ritmo'. Ou 'sou roqueiro, mas gosto do seu funk'", comemora.

O funkeiro também aproveitou para fazer um desabafo. "Muita gente fala com razão que o funk não é música, que o funk não presta. E têm razão quando falam isso, porque a maioria das letras realmente não tem conteúdo algum, não agrega nada para quem escuta. Mas eu acredito que o funk consciente é a tendência. O pessoal chama de revolucionar o funk", explica Garden.

Em Encostei no Baile Funk, o cantor critica a ostentação, o uso de drogas e a sexualização nas músicas de outros funkeiros, como pode ser visto no trechoque diz:  "Me coloquei no lugar dos pais ao ver 'novinha' bebendo demais, e dançando que nem uma louca com um 'mano' na frente e outro atrás". Ele também pede que o estilo seja valorizado. "Por favor não estrague essa arte que surgiu do 'gueto' e espalhou no país, faça também sua parte pra valorizar o funk de raiz", diz Garden. Confira o clipe da música:

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