Dar valor a produto ou marca não é tarefa fácil, pois vários são os fatores que influenciam no processo de decisão. Relutava em comprar smartphone de determinada marca, mas convenci-me quando estive em congresso na Argentina. No free shop, o preço era convidativo.
Sempre pensei que celular precisa funcionar independentemente de marca. Comprei o referido celular e notei o quanto as pessoas dão valor a marca/produto.
Não notava diferença dele com os demais aparelhos até que, de repente, depois de 50 dias de funcionamento, atei a ele o carregador e ele mudou de cor, apagou e não funcionou mais. Pensei, com meus botões: ‘gastei um bom dinheiro e ele durou nada, muito menos que os outros. Então, é pior que os outros’. Bravo, resolvi ligar à assistência técnica.
O atendimento foi excelente. O atendente ouviu atentamente, anotou telefone e email para contato, informou que enviaria documento por email com detalhes para envio do aparelho à assistência, via correio e sem custo algum.
Informou ainda que eu poderia acompanhar a evolução do caso por email e, em breve, haveria solução a conserto ou substituição.
Enquanto preenchia formulários, me informava que todos os contatos e fotos aparelho estavam salvos na ‘nuvem. Para recuperar, bastaria acessar o site da empresa.
Fiquei perplexo! Recebi o email e as informações de como proceder. Enviei.. Fui informado que substituirão o aparelho.
Ainda não recebi, mas resolvi noticiar para ressaltar que, principalmente nesse momento de ‘crise’, que ‘valor’ é diferente de ‘preço’.
Esse aparelho carrega, consigo, ‘valores’ que tornam seu ‘preço’ elevado, mas, entendi que vale o quanto custa, a começar pelo modo como tratam os clientes.
Até aqui, tudo corre exatamente como me informaram que ocorreria, o que é raro. Em tempo de crise, valorizar marca e cliente é um perfeito antídoto.
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário
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