No Pronto-socorro Municipal “Doutor Álvaro Azzuz”, as mortes suspeitas, os plantões fantasmas, o pagamento de supersalários e as consultas relâmpagos feitas por falsários que se fingem de médicos não são tudo: há vários meses, enquanto esperam horas para serem atendidos, os usuários passam por outro constrangimento. O banheiro masculino localizado na recepção do PS, onde as pessoas aguardam pelo atendimento, está parcialmente interditado.
Sacos de lixo cobrem os cinco mictórios disponíveis. A Prefeitura usou quatro lixeiras de plástico para bloquear a entrada e evitar que usuários se aproximem do local.
Se não bastasse, cinco banheiros com portas também estão fechados e não podem ser usados no mesmo local. Da mesma forma, lixeiras são usadas para barrar a passagem de quem precisa fazer suas necessidades no local. Os poucos vasos que sobram não recebem a limpeza adequada.
“É um verdadeiro descaso. Faltam consideração e respeito com os usuários. A maior parte dos vasos está interditada e os disponíveis são muito sujos. As pessoas que procuram atendimento médico no pronto-socorro estão correndo o risco de pegarem uma infecção”, disse o mototaxista Paulo Roberto Custódio.
O Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” foi inaugurado há três anos. Entre construção, mobiliário e equipamentos, o prédio recebeu investimentos de cerca de R$ 10 milhões.
Outro lado
O diretor-administrativo do Pronto-Socorro, Bruno Marinho, não foi encontrado para falar sobre o que causou a interdição parcial do banheiro e qual a previsão para a reabertura. Funcionários disseram, informalmente, que são comuns os casos de vandalismo por parte dos usuários. A Prefeitura informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que vai averiguar a situação e tomar as providências necessárias.
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