Pensar no Brasil


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Infelizmente, nos últimos tempos os comentários mais ouvidos são de descrédito para com as instituições públicas e sobre o descaso das autoridades para com problemas sociais. Na última semana assistimos a base governista arguindo que o momento é para que todos deem sua colaboração na aprovação dos ajustes fiscais necessários para que governo consiga, ao menos, honrar seus compromissos sociais imediatos. Porém, o mesmo governo que agora pede apoio de todos os partidos políticos é o mesmo que, na oposição e com o objetivo de alcançar poder, sempre bateu forte jogando a população contra qualquer ato de governo. Aliás, ratifique-se: em nenhum momento aliviou ou fez trégua. O governo petista nunca ouviu ninguém. Anos atrás, analistas alertavam para a crise que viria; que se cortasse gastos desnecessários, que se acabasse com o inchaço da estrutura administrativa. Nós mesmos, aqui neste Comércio, fizemos vários comentários sobre os caminhos complicados que estávamos trilhando. O governo, naquele momento, não ouviu ninguém. Continuou gastando muito mais do que arrecadava no único intuito de se reeleger; e através de desvio de dinheiro público, continuar a manter grande estrutura partidária. 
 
O grande entrave que vivemos é que não sabemos em quem acreditar. Quando o PSDB estava no governo dizia não ter dinheiro para isso ou para aquilo. O PT dizia que havia, e que era má administração. Agora, inverteu. O PT no governo diz não ter dinheiro, e o PSDB, na oposição diz que há dinheiro e que a má administração petista é a culpada. Em quem acreditar? Se para nós, analistas, já é muito difícil responder, imagine-se para o cidadão comum.
 
Senhores! O Brasil é muito maior que qualquer partido político, muito maior que qualquer ideologia política, muito maior que qualquer um que ocupe a presidência da República. O Brasil é uma nação e os senhores políticos não podem, não têm o direito de frustrar a sociedade brasileira! Quanto ao pedido de apoio para a questão do ajuste fiscal, o governo precisa entender que ajuste fiscal não é somente aumentar carga tributária, mas, igualmente, cortar gastos. E o governo precisa ser transparente! Quando se pede um ajuste é preciso responsabilidade no discurso para a sociedade perceber claramente aonde o governo quer chegar, como quer chegar, e aí fazer também aquilo que chamamos de disposição de cortar gastos, reduzir ministérios, controlar gastos de cartões corporativos, cortar cargos de confiança, cortar regalias, exigir cumprimento de serviços etc. Assim, cidadãos terão a responsabilidade de ajudar. É preciso esse grau de comprometimento e de confiança para assegurar boa governança transparente e responsável para com a sociedade.
 
Com todo respeito, em nossa opinião a atual oposição minoritária nunca atrapalhou os propósitos governamentais. Ao contrário. Em nenhum momento colocou dificuldades para desenvolvimento dos projetos do governo. Na realidade, o que faltou foi projeto para o Brasil, pois projetos ideológicos foi o que mais teve. Entendemos que a presidente Dilma deveria substituir discurso por ação. Dizer que quem criticam o governo é responsável pela crise é querer tapar o sol com a peneira. A resposta às críticas deve se dar através de ações competentes, com propostas para a nação brasileira, com reformas que possam sinalizar mudanças e esperança de recuperação. Urge reinventar o modo de gerir bens e interesses públicos com responsabilidade.
 
DIA DO SOLDADO: Apesar de esquecido, hoje é celebrado o trabalho dos soldados brasileiros que lutam pela proteção de nossa nação. Como no Brasil o serviço militar é obrigatório desde 1908, todo homem brasileiro foi, é ou será soldado a serviço da pátria. Parabéns.
 
 
Toninho Menezes
advogado, professor universitário - toninhomenezes@netsite.com.br
 
 

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