O esporte é capaz de proporcionar várias histórias de superação. Um francano é exemplo disso. Guilherme Batista Silva, atleta de apenas 19 anos, superou a deficiência visual para se tornar um dos principais nomes da natação paralímpica das Américas.
Mesmo com apenas 10% da visão, Guilherme superou as adversidades, lutou e teve no Parapan do Canadá a grande recompensa. Na competição disputada em Toronto, ele conquistou quatro medalhas: uma de ouro nos 100 metros peito, e três de bronze, nos 200 metros medley, 50 e 100 metros livres.
Após a disputa do Parapan, Guilherme Batista quer aproveitar ao máximo as suas férias para ficar ao lado de sua família, na sua terra natal, em Franca, mais precisamente na Vila Santa Helena.
“É o único momento que consigo descansar a cabeça e por as coisas no lugar. Muitas vezes venho para cá (Franca) e tenho que resolver várias outras coisas também, como ir no banco, visitar os outros parentes, é muito corrido, mas é muito gostoso”, disse o nadador.
Ele não quer parar por aí. Guilherme Batista sempre corre atrás dos seus objetivos, e não vê a hora de representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro.
“A gente sempre almeja muita coisa positiva. Quando comecei a nadar, eu sempre olhava para o próximo objetivo e tentava conquistar. Fui campeão dos Jogos Regionais, disputei os Jogos Abertos, Parapan-americano para jovens, Parapan-Pacífico, recentemente o Para-pan, e se Deus quiser, no ano que vem, vou representar o meu país no Rio de janeiro. Esse é o meu objetivo”.
Na preparação para os Jogos Paralímpicos, Guilherme Batista vai fazer valer um ditado popular: ‘time que está ganhando não se mexe’. O que deu certo, o jeito de se preparar para os Jogos Parapan-Americanos será mantido. Ele irá, no começo, nadar por longas distâncias, para ganhar resistência, depois vai aprimorar a força e na reta final vai treinar para adquirir velocidade.
Em Franca desde a última quarta-feira, ainda não se sabe quando Guilherme Silva vai retornar para o seu local de treinamentos, o Praia Clube, em Uberlândia-MG. Mas enquanto esse dia não chega, o atleta aproveita para fazer o que mais gosta. “Gosto muito da comida japonesa e das pizzas daqui. Em Franca, o táxi é mais barato. Para descansar, aqui é o melhor lugar que tem. Passar as férias alguns dias aqui é muito bom’, finalizou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.