À minha amada


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Com teu sorriso e com teus olhos me encantaste,
E do meu pensamento desvairado jamais saíste,
Deixaste à vida  doce capricho: que me amaste
E aos meus encantos mais sublimes resististe.
 
Me abandonaste a vaidade do Eclesiastes,
E de mim demasiadamente fugiste
Como fosse te atacar com promiscuidades
De mim, verdadeiras vezes, correndo, saíste.
 
Mas não te culpo resistir ao meu amor
Que de muito já fugiram as donzelas
Só tenho medo que depois lhe traga dor.
 
Como já trouxe para esta e aquela,
Mas já conheces da minha boca o sabor,
Minha divina musa... Ela!

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