‘Jovem realmente foi abusada’, diz delegada de especializada


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Quais as alegações das vítimas?
A mãe só teve conhecimento dos abusos nesta semana. Ela mora com o acusado há 13 anos, é quem trabalha e sustenta a casa. Na ocasião em que a jovem, que hoje tem 20 anos, sofreu o aborto, dois anos após o início dos abusos, ela teve uma hemorragia porque o homem teria lhe dado um remédio abortivo. Com medo, ela não disse que o filho era do padrasto e sim, do namorado na época. No PS, foi feito um procedimento médico e já solicitei a documentação do hospital para apurar o aborto.
 
Como os fatos vieram à tona apenas agora?
Ele dizia que mataria todo mundo e a menina tinha medo. Era obrigada a manter relações. Mas, depois do aborto, não permitiu mais. Os fatos apareceram porque a outra jovem, de 17 anos, passou a ser abordada pelo acusado e a mais velha flagrou os dois na cama em junho, quando avisou que, se acontecesse outra vez, contaria para a mãe. E aconteceu.
 
Como era o acusado?
As três disseram que ele tem um comportamento agressivo, mas que parecia ter ciúme e zelo. A mais velha sofreu, realmente, um abuso do padrasto. É notório seu sofrimento. 
 
Quais procedimentos a partir de agora?
Já instaurei inquérito e nos próximos dias, outros envolvidos serão chamados e ouvidos. Entre eles, figuram a avó, o namorado da jovem de 20 anos e, por último, o acusado.
 
 
 

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