Irmãs acusam padrasto de estupro e aborto em depoimento na DDM


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A ocorrência registrada no Plantão Policial por uma balconista de 36 anos e suas filhas de 17 e 20 anos na madrugada de quinta-feira está, desde a tarde do mesmo dia, mobilizando policiais da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e a delegada Graciela Ambrósio. O caso envolve duas irmãs, de 20 e 17 anos, que acusam o próprio padrasto, um sapateiro de 44 anos, de estupro e de cometer abusos durante anos. O desfecho depende de rigorosa investigação e depoimentos.
 
Após registrar um boletim de ocorrência no Plantão Policial por conta dos abusos cometidos pelo marido, a balconista e as filhas estiveram na DDM durante toda a tarde de ontem (21). Elas foram ouvidas pela delegada Graciela Ambrosio, que já instaurou inquérito para investigar o caso.
 
De acordo com o boletim de ocorrência, a filha mais velha, que trabalha como auxiliar de cozinha, saiu de casa após uma discussão com a mãe na última quarta-feira (19). Ela foi para a casa da avó, que não entendeu o que se passava e passou a questioná-la. O namorado da jovem, ciente do que vinha acontecendo, relatou os abusos, que tiveram início quando a vítima tinha apenas 13 anos. A mãe, que tem outros quatro filhos com o acusado, teve ciência dos fatos e decidiu prestar queixa. 
 
Da filha, a balconista ouviu que ela não suportava mais o assédio, as ameaças e os abusos sexuais cometidos pelo padrasto. Ela afirmou que já havia sido agredida duas vezes e ameaçada de morte pelo homem, que dizia não ter nada a perder e poderia acabar com sua vida e de todos que a cercam. A grave acusação ficou pior quando a jovem relatou que era abusada desde os 13 anos e que engravidou do sapateiro dois anos após o início dos estupros. Na ocasião, ele a obrigou a tomar um remédio abortivo, que a levou para o Pronto-Socorro, onde foi constatado a interrupção da gestação. Nos relatos aos policiais, a vítima teria dito que a irmã, uma estudante de 17, também sofreu abusos duas vezes. 
 
Indignada com o comportamento do companheiro, a balconista se mudou com os filhos para a casa da mãe e, ao questionar o acusado, ouviu que ele não sabia por que cometera os estupros. Com medo do que possa acontecer aos filhos, incluindo os que teve com o acusado, a balconista, que é casada com o sapateiro há 13 anos, solicitou medida protetiva e entrará com o pedido de divórcio.

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