Profissões extintas ou em extinção


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Dia desses uma ouvinte de rádio perguntou sobre profissões extintas ou em extinção, para trabalho de escola. O assunto chamou a atenção, rendendo várias sugestões e comentários, que vou resumir por aqui. Começamos citando a profissão de tintureiro, da época em que os homens mais usavam ternos. Falando em ternos, os alfaiates já quase não existem, pela facilidade de comprar roupas prontas. Relojoeiros também foram desaparecendo, uma vez que fica mais em conta comprar, por R$ 20, um relógio que vai servir por um bom tempo, e quando der defeito, joga fora e compra outro. Barbeiro quase não se vê. Tem cabeleireiro, mas aquele barbeiro, que ainda faz a barba dos fregueses em seu salão, com navalha, sumiu, porque os homens optaram pelo aparelho descartável tipo prestobarba. Tinha também o datilógrafo, substituído por digitadores em computador. Lembram- se dos guarda-livros? Pois é, hoje a orientação da escrita e abertura de firmas fica por conta dos escritórios de contabilidade. Telegrafista já não existe, assim como a figura do radioamador, que prestava inestimável serviço antes da explosão do celular e da internet. Outra profissão que vai desaparecendo é a do músico de orquestra, que perdeu o espaço para os DJs, que com aparelho eletrônico faz sozinho o som em eventos. Claro que com uma qualidade abaixo de um bom conjunto, mas quebra o galho e custa menos. Teríamos mais exemplos, mas ficamos por aqui, torcendo para que a minha profissão resista ainda algum tempo... se bem que as coisas mudam tão depressa, que daqui a pouco inventam uma máquina que fala ou escreve sozinha. E daí....

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