Prefeitura pinta faixas; moradores reivindicam lombadas e calçadas


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Mais de uma semana após o atropelamento que matou a ajudante Lucimar Urquiza Morato, 54, na avenida Flávio Rocha, na Vila Gosuen, e a promessa
Mais de uma semana após o atropelamento que matou a ajudante Lucimar Urquiza Morato, 54, na avenida Flávio Rocha, na Vila Gosuen, e a promessa
Mais de uma semana após o atropelamento que matou a ajudante Lucimar Urquiza Morato, 54, na avenida Flávio Rocha, na Vila Gosuen, e a promessa da Prefeitura de Franca de reforçar a sinalização no local, apenas faixas de pedestre foram providenciadas, mas a ação não satisfez os moradores. A reivindicação dos populares e familiares da vítima é pela instalação de lombofaixas na via e a construção de calçadas nos canteiros centrais.
 
A revolta com o descaso do trânsito na região foi exposta na manhã de ontem, 21, pela família de Lucimar, durante o programa Hora da Verdade Itinerante, da rádio Difusora AM, que foi transmitido do endereço. Ao vivo, uma das filhas da ajudante, Michele Morato Cardoso, falou ao apresentador Leandro Vaz e ao jornalista Corrêa Neves Júnior da angústia de perder a mãe atropelada na avenida e do motorista ter fugido. “É uma dor muito grande, minha mãe estava voltando para casa e perdeu a vida. Está sendo muito difícil passar por onde ela foi atropelada”.
 
O acidente aconteceu na noite do dia 9, em um retorno da avenida William Azzuz para a Flávio Rocha. Lucimar estava próxima à guia quando acabou atingida pelo carro dirigido pelo empresário Ricardo Pugliesi, que estava embriagado. Ele foi preso em flagrante e, em seguida, liberado ao pagar fiança de R$ 5 mil.
 
Segundo a dona de casa Maria Conceição Souza, acidentes são comuns nas duas avenidas devido a alta velocidade dos veículos e a falta de sinalização. Nos últimos cinco anos, ela calcula que seis pessoas morreram atropeladas no trecho entre a Vila Gosuen e a Vila Santa Terezinha, dentre elas, seu genro de 44 anos. “Ele era como um filho para mim. Minha filha ficou acabada”.
 
Para o morador Isaias Silva, o problema é a falta de redutores de velocidade e de calçadas. “Os carros passam correndo por aqui e as pessoas andam na rua porque não tem calçada. Ninguém quer andar no mato ou na terra”.
 
Nessa última semana, após protestos realizados pelos moradores, a Prefeitura tomou providências e pintou faixas de pedestres nas avenidas, porém o desrespeito dos motoristas continua assim como a revolta dos moradores. “Continua um perigoso. Os motoristas não respeitam a faixa e não param. Evito até andar por aqui. É um risco”, disse Neide Misael, que acompanhou o programa.
 
O secretário de Segurança e Cidadania Sérgio Buranelli disse que vai avaliar a possibilidade de “controlar a velocidade dos carros por radar, em alguns momentos do dia”.

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