Cesta básica cai 5,94% em um mês, mas continua mais cara que em 2014


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A servidora pública federal Zelma Regina Neves afirmou não ter notado queda no valor dos itens na cesta básica neste mês
A servidora pública federal Zelma Regina Neves afirmou não ter notado queda no valor dos itens na cesta básica neste mês
O preço da cesta básica em Franca está 5,94% mais baixo neste mês de agosto se comparado ao mês de julho. Mas, mesmo com a queda, o preço médio dos 13 itens que compõem a cesta básica está R$ 42,44 mais caro que no mesmo mês em 2014. A afirmação é baseada em levantamento feito pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca), que aponta um gasto de R$ 302,23. No mesmo mês do ano passado, esse valor era de R$ 259,79.
 
Entre os produtos que sofreram maior queda em relação a julho estão a banana (22,40%), tomate (20,29%), batata (14,42%) e o feijão (8,88%). Já nos casos da manteiga e do açúcar refinado, houve aumento, respectivamente, de 7,72% e 1,93%. Dos 13 itens pesquisados, houve queda em oito deles.
 
No decorrer dos oito meses deste ano apenas no mês de janeiro o valor da cesta básica esteve inferior ao mês atual, quando era apontado o gasto médio para a compra dos itens pesquisados de R$ 301,61.
 
Mesmo com a queda apontada pela pesquisa, os consumidores afirmaram não ter sentido ainda reflexo da diminuição nos valores. Ao contrário, a maioria aponta que a cada dia está mais complicado conseguir gerenciar os preços que encontram nas prateleiras dos supermercados. 
 
A professora Osmarina Lopes Santa, 40, disse que controlar o orçamento de casa neste ano está praticamente impossível. “Não senti nenhuma queda. Na verdade, os preços parecem aumentar a cada vez que temos que comprar comida. Se os preços dos produtos realmente caíram, eu ainda não consegui notar”, disse.
 
Já para o bancário Luiz Alfredo Palamoni, 67, alguns preços caíram, mas a maioria se manteve estável. “Principalmente em relação ao preço de carnes, eu notei um acréscimo. Mas, no caso de legumes, alguns aumentam outros caem, então acaba ficando tudo igual”, disse.
 
Para a servidora pública federal, Zelma Regina Neves, 57, a única diferença foi em relação ao preço do tomate. “A única coisa que realmente observei uma redução foi quanto ao preço do tomate. Fora isso, nada. As carnes continuam caras e, para manter o orçamento, precisamos encontrar opções”, disse.
 
Para a professora Melissa Franchini Cavalcanti Bandos, que coordena o Ipes, a redução nos preços de itens como tomate, banana e a batata foram responsáveis por provocar a queda na cesta básica. “Em itens como o tomate, que o clima e a demanda de procura influenciam diretamente o preço, acompanhamos uma redução significativa, que foi essencial para diminuir o valor”, disse.
 
Ainda de acordo com ela, em itens como carnes, principalmente em corte de primeira, foi possível comprovar a diminuição dos valores. Mas, em contrapartida, no caso de aves, por exemplo, houve um aumento. 
 
A cesta básica do Ipes inclui carne, leite, feijão, arroz, farinha de trigo, batata, tomate, pão francês, café torrado e moído, banana, açúcar refinado, óleo de soja e manteiga. A pesquisa foi feita em 15 estabelecimentos da cidade entre os dias 10 e 11 deste mês.
 
 

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