A Leucemia Linfoide Aguda é o mais comum dentre os cânceres infantis. Ele acomete, geralmente, crianças na faixa etária dos 4 aos 6 anos e o tratamento é agressivo. Nos casos em que o transplante é indicado, como no de Manuelly Cintra, é necessário encontrar um doador 100% compatível. Segundo o Hemocentro, a probabilidade de achar um doador saudável para um paciente é de 1 para 100 mil a 1 milhão.
Embora seja difícil encontrar um doador compatível, o especialista em oncologia pediátrica que cuida do caso de Manu, Reynaldo José Sant’Anna Pereira de Souza, a recomendação de transplante só acontece em casos específicos. “O transplante nunca foi a primeira opção em cânceres na infância. É, somente, quando a doença retorna precocemente, ou seja: durante o tratamento ou poucos meses após o fim. Quando a leucemia retorna tardiamente, o transplante e a quimioterapia apresentam os mesmos resultados e, por isso, o transplante fica como opção e não indicação.”
O tratamento da LLA dura, em média, de dois anos e meio a três. “A sobrevida livre de doença, sem o transplante, chega a 80%. Mas essa estatística é constatada fora do Brasil. Aqui, a taxa varia de 60% a 70%.” As informações dadas pelo médico retratam a LLA de um modo geral, não falando especificamente de Manu.
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