Não existe melhor forma de inclusão social do que capacitar jovens de áreas carentes para o mercado de trabalho. Colocá-los em contato com a prática profissional é exercício de cidadania que garante renda, formação e futuro melhor.
O CIEE recomenda estágio e aprendizagem como mecanismos catalizadores do processo de capacitação prática de jovens.
Mais de 70 mil jovens entre 14 a 24 anos, na maioria moradores de áreas de vulnerabilidade social, têm oportunidade de atuar em empresas, entidades e órgãos públicos.
Além das aulas voltadas para a área de atuação dos aprendizes — auxiliar de produção industrial, auxiliar de cozinha, comércio e varejo, logística, ocupações administrativas, práticas bancárias, temática, telesserviços, turismo e hospitalidade — os instrutores trabalham também questões como a importância do relacionamento pessoal – que escolas não ensinam – , do trabalho em grupo e do foco nos objetivos, entre outros temas.
O estágio também é forma importante de inserção profissional. Por meio dessa ferramenta, o CIEE já encaminhou mais de 15 milhões de estudantes ao mercado de trabalho.
Os estagiários costumam desenvolver atividades adequadas à profissão escolhida.
Durante o treinamento prático, vivenciam a realidade da carreira, convivem com profissionais qualificados e, no final do estágio, têm uma efetiva oportunidade de contratação, já que em 64% dos casos o estudante acaba sendo efetivado.
Aqueles, que por algum motivo, não conseguem efetivação, têm em seu currículo uma experiência salutar, o que auxiliará nos futuros processo seletivos que enfrentarem.
Esse tema foi debatido na semana passada, em Brasília, no seminário ‘A educação brasileira, capacitação de jovens para o mercado de trabalho e inclusão social’, organizado pelo CIEE. Contou, entre outras personalidades, com a presença de Manoel Dias, ministro do Trabalho e Emprego.
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente do Conselho de Administração do CIEE
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