Claraval quase dobrará número de moradias populares


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A localização dos maiores empreendimentos está na estrada que liga à cidade de Claraval. Ali, já se estruturaram as ruas, com massa asfáltica, e iluminação pública
A localização dos maiores empreendimentos está na estrada que liga à cidade de Claraval. Ali, já se estruturaram as ruas, com massa asfáltica, e iluminação pública
Uma expansão, que conta com seis novos loteamentos, fará com que a cidade de Claraval (MG) quase dobre seu número de moradias, ocupando uma área que equivale a 60% do atual perímetro urbano do município. De acordo com a Prefeitura, os empreendimentos Miraflores I, Miraflores II, Jardim Aurora França, Cidade Nova, Jardim Luiza e um sexto, ainda não nomeado, contemplarão 800 lotes residenciais, número que se aproxima das 1,1 mil moradias cadastradas hoje junto ao paço municipal. Segundo o prefeito Juliano Diogo Pereira (PSD), o avanço do perímetro urbano vem para responder a uma procura suprimida de casas.
 
“A demanda por habitação vem sendo observada desde 2005. Naquele ano, foram iniciadas as primeiras habitações populares, através da Cohab, e tivemos um excedente de famílias que buscavam por moradias”, disse o prefeito. “Sabemos também que existe hoje cerca de 1,1 mil imóveis cadastrados no município. Mas que, na verdade, são ocupados por um número bem maior de famílias. Pela falta de empreendimentos, as pessoas desdobram informalmente seus imóveis para atender ao crescimento de suas famílias.”
 
Segundo o vice-prefeito da cidade, Edivaldo Simões de Oliveira (PT), outro fator que justifica a expansão é o desejo de retorno por parte de munícipes que deixaram a cidade, mas mantiveram vínculos familiares no local. “Nesses casos, a falta de empreendimentos aqui pode ter ajudado no distanciamento. Acredito que cerca de mil claravalenses estejam nesta situação.” Ainda segundo os dirigentes, há na cidade a falta de disponibilidade de imóveis até mesmo para locação, o que tem elevado consideravelmente o valor dos aluguéis.
 
A localização dos maiores empreendimentos está na estrada da cidade. Ali, já se estruturaram  as ruas, com massa asfáltica, e iluminação pública. Atualmente, trabalhadores se concentram na construção de uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) que atenderá a dois bairros interligados: Miraflores I e II. “Me dá bastante orgulho dizer que esses são os primeiros loteamentos locais que atendem toda as legislações Federal, Estadual e Municipal, respeitando as áreas verdes, institucionais, APPs (Áreas de Preservação Permanente) e aspectos de mobilidade urbana. Além disso, todas as moradias contarão com ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), numa cidade em que, até ontem, não tinha casas com tratamento de esgoto”, disse Pereira.
 
Indústrias
Outro ponto apontado como motivador do crescimento urbano é a chegada de indústrias à cidade. Através do Indes (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social), a Prefeitura conseguiu articular a instalação de empresas paulistas em seu território, oferecendo incentivos fiscais. “Claraval, devido à proximidade com o Estado de São Paulo, tem se tornado atrativa. Então, de 2013 para cá, algumas empresas já se instalaram no município e outras três estão se organizando para fazer o mesmo. Esse número deve aumentar, porque temos outros empresários que estão adquirindo terrenos por aqui”, disse o prefeito.
 
Além de abrigar novas empresas, a expectativa da Prefeitura é que trabalhadores locais possam prestar seus serviços na própria comunidade, a partir dos empreendimentos. “Temos 205 trabalhadores que saem diariamente de Claraval para atuar nas cidades vizinhas. Dentro desses, temos cerca de 70 faxineiras além de pedreiros, eletricistas e outros profissionais que, acredito eu, poderão ficar na cidade com a geração de emprego advinda desses empreendimentos”, finalizou Pereira.

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