A Justiça de Franca decidiu na tarde de terça-feira (18) libertar a vigilante Elaine Cristina da Silva, de 38 anos. Ela é a assassina confessa da ex-namorada, a policial militar Marcela Maria de Oliveira, 31. A vítima foi morta a tiros no meio da rua no Jardim Paineiras em janeiro deste ano.
Após ter a liberdade concedida em maio e ter retornado para a cadeia pouco depois, Elaine foi interrogada novamente na última terça-feira. Em audiência, o juiz Paulo Sérgio Jorge Filho deferiu o pedido da defesa para a soltura da vigilante, que ao ser indagada, manifestou o desejo de trabalhar enquanto aguarda o julgamento, ainda sem data definida.
Respondendo por homicídio doloso qualificado, quando há intenção de matar e que caracterizaria o fato de não ter dado chances à vítima de se defender, Elaine saiu da Cadeia Feminina do Jardim Guanabara e deverá se instalar em casa de familiares. De acordo com seu advogado, Márcio Cunha, a acusada espera um julgamento justo conforme a sua conduta. “Em momento algum ela negou o que fez e quer trabalhar. Elaine ficou presa enquanto novas provas eram produzidas. Como esta parte do processo já terminou, houve o entendimento de que ela poderá responder em liberdade”, disse Cunha.
Entre as condições para permanecer livre, Elaine deverá estar em casa no período noturno, das 21 às 6 horas e ter endereço fixo, além de trabalho registrado. A audiência de terça-feira foi a última antes da decisão judicial que definirá se a vigilante será ou não levada a júri popular. Para o advogado, a acusada está consciente de que pode ir a júri popular por conta do delito.
O crime
Elaine e Marcela viveram juntas por seis anos. Em dezembro, o relacionamento acabou e a policial passou a namorar uma mulher de São Paulo. Na noite do crime, elas se encontraram em uma rua do Paineiras e discutiram. Elaine deu dois tiros no peito da ex e tentou se matar com um tiro também no peito. Em depoimento à polícia, ela disse que se sentiu traída ao ver a ex-namorada com outra e que acabou perdendo a cabeça.
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