O SindeconSP (Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo) promoveu seminário sobre desindustrialização, com vistas a debater com empresários, agentes públicos e profissionais da área os problemas e as possibilidades de superação da perda de importância do setor industrial brasileiro, sobretudo no segmento da indústria de transformação.
Os trabalhos foram conduzidos por Jorge Hori, consultor com larga experiência no encaminhamento de soluções para os setores empresariais privado e público.
Participei dos trabalhos e trago para os leitores do nosso Comércio as principais conclusões a que chegaram os debatedores.
‘Desindustrialização é a decadência do enorme e complexo parque industrial instalado no Brasil, a partir da política de industrialização para substituição de importações. O fenômeno é caracterizado pelo baixo nível de utilização da capacidade instalada, crescente obsolescência tecnológica e redução do contingente de mão-de-obra. A indústria brasileira perdeu a competitividade e não tem condições de concorrer com produtos industriais fabricados em outras partes do mundo, principalmente na China.’ Este, o diagnóstico.
A provável solução está na reindustrialização, no recomeço do processo, a partir de setores que poderão reacender e promover uma nova etapa de desenvolvimento para a indústria brasileira.
Obviamente, contando com a superação de programas protecionistas, tão combatidos pela OMC (Organização Mundial do Comércio), e das dificuldades logísticas, tão presentes em todo país. Reorientar a destinação dos produtos industriais brasileiros para o mundo e não apenas para o mercado interno, hoje reduzido, e dos países limítrofes, é a primeira condição. A segunda é rever a escala de produção, hoje baseada no mercado interno, grande para nós, mas pequeno para o padrão globalizado da economia mundial. Em síntese, expandir o tamanho (escala) e produzir para o mundo.
Vicente P. Oliveira
Economista — FEA/USP
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.