Polícia flagra trio furtando couro em caminhão de lixo


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Delegado Márcio Murari autuou funcionário e comparsas em flagrante. Trio foi recolhido ao CDP
Delegado Márcio Murari autuou funcionário e comparsas em flagrante. Trio foi recolhido ao CDP
A ousadia de um sapateiro em furtar couros da fábrica onde trabalhava há anos resultou em sua prisão em flagrante no final da manhã de ontem (18). Ele contou com o apoio de dois funcionários de uma empresa que recolhe lixos regularmente no local para levar doze metros de couro da empresa instalada no Jardim Elisa. Por conta do crime, os três foram autuados e recolhidos no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca.
 
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), responsável pelo esclarecimento do furto, MFS, de 41 anos, que trabalhava há cinco anos na fábrica, teria participado do delito. Ele, o motorista SL, 44, e o ajudante MBF, 24, utilizaram um caminhão de lixo para transportar o couro furtado. Os três são acusados de furtarem a fábrica em três oportunidades. 
 
Notificados pela vítima, uma empresária de 28 anos do que vinha acontecendo, policiais da DIG montaram campana perto da fábrica na manhã de ontem. No local, eles viram o caminhão de lixo saindo de lá e o abordaram. No interior do veículo foi possível encontrar três rolos de couro de aproximadamente doze metros e avaliados em R$ 1 mil. 
 
Questionado a respeito, já na DIG, MFS afirmou que o material não seria utilizado na confecção de calçados. Porém, a própria empresária desmentiu o acusado e afirmou que o couro seria usado e não era lixo. Diante dos fatos, os suspeitos, que não tinham passagens criminais, foram autuados em flagrante e recolhidos ao CDP, onde estão à disposição da Justiça.
 
Outros furtos
Além do crime de ontem, outros dois furtos, ocorridos nos dias 4 e 11 de agosto, foram registrados na mesma fábrica. O mesmo trio estaria envolvido. Nas ocasiões, foram levados rolos de couro avaliados em R$ 2,5 mil. Para o delegado Márcio Murari, o fato de o recolhimento de lixo ser realizado sempre às terças-feiras, mesmo dia dos crimes, foi o que ajudou a sedimentar as suspeitas sobre os autuados. “Eles se aproveitaram da coleta ser feita uma vez na semana e usaram o caminhão para o furto. Não há dúvidas do envolvimento dos acusados”, disse Márcio Murari. 
 

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