Manifestação contra o governo Dilma reúne milhares no Centro de Franca


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Vestida de roupas em tons que remetem à bandeira nacional, portando cartazes, faixas, apitos e buzinas, a população se reuniu próximo à Concha Acústica
Vestida de roupas em tons que remetem à bandeira nacional, portando cartazes, faixas, apitos e buzinas, a população se reuniu próximo à Concha Acústica
O terceiro dia de manifestação contra a presidente Dilma Rousseff (PT) voltou a reunir milhares de francanos no Centro da cidade na tarde desse domingo, 16. Pessoas de todas as idades e classes sociais se reuniram, a partir das 15 horas, na praça Nossa Senhora da Conceição, munidas de cartazes, faixas e bandeiras do Brasil, para protestar contra o governo federal e a corrupção.
 
De acordo com os organizadores do evento, o número de manifestantes foi de mais de 5 mil pessoas, enquanto a Polícia Militar estimou que, aproximadamente, 2,5 mil cidadãos foram às ruas. Em março, as estimativas da PM apontaram 4,5 mil pessoas no primeiro protesto; no mês seguinte, o número foi de 1,5 mil manifestantes.
 
Descontentes com a inflação e denúncias de corrupção que envolvem dirigentes do PT (Partido dos Trabalhadores), os manifestantes pediram, novamente, a destituição da presidente Dilma. 
 
Vestida de roupas em tons que remetem à bandeira nacional, portando cartazes, faixas, apitos e buzinas, a população passou a se reunir próximo à Concha Acústica, por volta das 15 horas, horário estipulado no evento divulgado em redes sociais. 
 
“Vocês estão aqui porque são patriotas genuínos. Faça sol ou faça chuva, vocês defenderão o Brasil”, disse ao microfone o professor Heleno Paim, 69, um dos organizadores do ato, enquanto a população se aglomerava. “Em 32, nós de São Paulo fomos chamados a combater o fascismo de Getúlio Vargas (na Revolução Constitucionalista), hoje somos chamados a combater o populismo de Lula e Dilma”, bradou o cafeicultor Marcus Falleiros, 21, também durante o aquecimento.
 
Com a chegada de cerca de 400 integrantes da Maçonaria e o término dos discursos, a passeata teve início e percorreu o mesmo trajeto da manifestação de abril. Caminhando pela rua Monsenhor Rosa, a população passou em frente à Escola Estadual “Torquato Caleiro” e voltou para a praça da Catedral. Todo o percurso levou cerca de 30 minutos e foi acompanhado, o tempo todo, por um carro de som, que puxava gritos de guerra e tocava paródias feitas contra o governo.
 
Por volta das 16h30, o protesto voltou a se concentrar na praça, onde as falas finais encerraram o ato. “Foi um sucesso, nós precisamos agora trazer mais e mais gente para a rua. Vamos continuar seguindo o calendário nacional (das manifestações). Demos o nosso recado”, avaliou Patrícia Veloso Rodrigues, 37, uma das organizadoras.
 
Leia mais sobre as manifestações no Brasil e suas repercussões na Página 11A.

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