Flavia Vilella - Repórter da Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/ Agencia Brasil
Depois de cinco horas de caminhada pela orla de Copacabana, os manifestantes no Rio de Janeiro encerrraram o ato cantando o Hino Nacional e rezando o Pai Nosso. A caminhada foi acompanhada por cinco carros de som por cerca de dois quilômetros, sob sol escaldante. Em Brasília, o movimento foi encerrado por volta das 12h30.
Os discursos, no Rio, variavam nos carros de som, mas a maioria dos cartazes e faixas pedia o impeachment da presidenta Dilma
Em alguns momentos, as declarações eram contraditórias. Enquanto em um carro de som as palavras de ordem hostilizavam alguns meios de comunicação, em outro era feita a defesa da liberdade de imprensa. No meio da multidão, um cidadão gritou: "Viva a democracia, Lula 2016" e, sob vaias e xingamentos, precisou ser escoltado por policiais militares.
Algumas janelas dos prédios em frente à praia penduraram bandeiras do Brasil em apoio à manifestação.
Ouvido pela Agência Brasil, um dos manifestantes, o geofísico da Petrobras Jander Moraes disse que não basta a saída do PT do governo, mas também dos seus aliados acusados de corrupção. "Eles vêm aparelhando o Estado desde que ganharam as eleições. Vimos que o mensalão desdobrou no petrolão e isso está corroendo nossas instituições". Moraes defendeu a atuação independente do Judiciário e da Polícia Federal.
Já a professora Maria Regina Souza, que é petista, foi ao calçadão de vermelho, em protesto à manifestação. "Uma palhaçada pedir impeachment, como se isso fosse resolver os problemas do país", declarou. "Enquanto não mudar a forma como são financiadas as campanhas, a corrupção vai continuar".
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.