Menino de 11 anos é agredido na saída de escola


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Entrada da EE ‘Professor Vicente Minicucci’, no bairro Recanto Elimar, onde estuda o menino agredido por colegas de escola
Entrada da EE ‘Professor Vicente Minicucci’, no bairro Recanto Elimar, onde estuda o menino agredido por colegas de escola
Um estudante de 11 anos foi atacado e agredido por, pelo menos, cinco colegas da mesma faixa etária nas imediações da Escola Estadual “Professor Vicente Minicucci”, no Recanto Elimar. De acordo com Termo Circunstanciado registrado na 1ª Companhia da Polícia Militar e relatos da mãe, a vendedora Patrícia Angélica de Souza, o menino teria sido alvejado com chutes, pedras, ovos e terra. 
 
“Quando cheguei em casa, por volta das 18h30, vi meu filho todo sujo e machucado. Coloquei ele dentro do carro e voltei à escola. Os pais das outras crianças foram chamados pela diretora, mas não quiseram acreditar que seus filhos haviam feito aquilo com o meu”, disse Patrícia. “Depois que registramos a ocorrência, levei ele ao médico - na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Aeroporto -, que desconfiou de uma fratura na perna.” Atendido posteriormente na Santa Casa de Franca, sob a suspeita da fratura, exames constataram apenas uma contusão na coxa, conforme nota enviada à Redação pela assessoria de imprensa do hospital.
 
A confusão entre as crianças teria começado no interior da escola. Segundo a mãe, os agressores iniciaram um boato de que seria aniversário de seu filho e que, por isso, iriam quebrar ovos em sua cabeça. Com medo de que isso de fato ocorresse, o agredido teria recorrido à direção da escola. “Ele pediu para ser liberado mais cedo. Mas, quando saiu da escola, os meninos já estavam esperando lá fora.” 
 
Diante da presença dos meninos, o filho de Patrícia teria corrido cerca de um quarteirão até ser alcançado. “Jogaram pedra, jogaram terra, água, ovo e começaram a dar chutes e socos. (...) A perna dele está super inchada, mas não está imobilizada.”
 
Acompanhamento
O Conselho Tutelar foi acionado, segundo o Termo Circunstanciado. De acordo com conselheiro Ilton Ferreira, o procedimento em casos como esse é acompanhar as famílias, oferecendo apoio psicológico. “Vamos encaminhar a mãe o menino a uma psicóloga para sabermos se houve algum tipo de trauma. Vamos aguardar ainda um relatório da polícia para atender, também, aos agressores”, disse.
 
Conforme relatos da mãe, o episódio teria, sim, abalado a família. “Vai ser muito difícil a volta às aulas. Ele está com medo e, eu, muito insegura. Ainda não sei o que vou fazer... Talvez procure um modo de trocar ele de período ou procure outra escola”, disse Patrícia.
 
O Comércio entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação para saber como será a reintrodução dessas crianças ao convívio e ouvir o posicionamento da escola a respeito do fato. Em nota, a assessoria de imprensa da pasta, informou que “a direção da Escola Estadual ‘Professor Vicente Minicucci’ imediatamente, ao presenciar a agressão fora da unidade, apartou a briga e acionou os pais e responsáveis dos alunos envolvidos, com o intuito de que todos contribuam para a prevenção de casos lamentáveis como o ocorrido”. 
 
A Secretaria informou ainda que medidas pedagógicas serão tomadas juntamente com as famílias dos alunos. “Os funcionários (da escola) permanecem acompanhando os estudantes e vão reforçar as ações de conscientização em parceria com a comunidade”, diz a nota.
 
 

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