Outro acusado de envolvimento na morte do frentista Márcio Rangel, 42, foi preso pela equipe de homicídios da DIG ontem à tarde. Segundo a Polícia Civil, o sapateiro Thiago Alex de Oliveira Silva, 20, morador do Bairro Júlio D’Elia, foi o mentor intelectual do latrocínio. Ao longo das investigações, ele detalhou a participação dos comparsas aos investigadores. Três criminosos já estavam atrás das grades. Todos, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e foram levados para o CDP (Centro de Detenção Provisória) no começo da noite.
O frentista foi assassinado no posto Dallas na madrugada do dia 13 de julho. Os ladrões imaginavam que havia R$ 200 mil no estabelecimento, soma do movimento de três postos durante o fim de semana. Ao ser rendida, a vítima reagiu e levou dois tiros na cabeça. Os criminosos fugiram levando apenas R$ 74.
Dois dias após o roubo seguido de morte, os policiais da DIG prenderam Hyago de Paula Rodrigues, 22, que confessou ter matado a vítima. No dia 31 de julho, foram presos o segurança Lucas Henrique Cristiano, 20, acusado de ter pilotado a moto usada no crime, e o chapeiro Reginaldo de Camargos, 34, que teria passado as informações para os assaltantes. Ele trabalhou no posto Dallas entre dezembro de 2014 e março deste ano e conhecia a rotina do local. Eles estavam com prisão temporária decretada por 30 dias. O prazo venceria neste sábado.
De acordo com a polícia, ambos foram entregues numa espécie de delação premiada por Tiago, que havia se apresentado na delegacia com duas advogadas quando descobriu que os investigadores estavam à sua procura. Por ter contribuído com a apuração do crime, estava em liberdade.
No começo da semana, a DIG concluiu as investigações e encaminhou o inquérito policial à Justiça com o pedido de decretação da preventiva dos quatro acusados, o que foi deferido pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Orlando Brossi Júnior, quinta-feira. Thiago foi preso em casa, no começo da tarde de ontem, pelos investigadores Paulo Rodrigues, Luciano Tavares e Toni Sampaio. “Ele foi o autor intelectual de toda ação, pois, com a informação privilegiada que recebeu de Reginaldo, articulou as pessoas que iriam fazer o roubo. Ficou combinado que o Hyago faria o assalto e o Lucas pilotaria a moto”, contou Paulo Ambrósio.
Segundo o investigador, inicialmente, Thiago faria o assalto, mas resolveu “terceirizar” o serviço para Hyago por conta de um acidente que havia sofrido. “Pelo o que apuramos, ele não foi porque sofreu uma queda e machucou a perna. Se precisasse correr, não iria conseguir. Por isto, pediu para o Hyago ir em seu lugar”.
Hyago e Lucas foram indiciados por latrocínio, enquanto Reginaldo e Thiago vão responder por coautoria. “A prisão preventiva significa que o conjunto de provas colhidas durante o inquérito policial não deixa dúvida da autoria por parte dos envolvidos. Eles vão aguardar ao julgamento presos”, disse o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pelas investigações do caso.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.