Conturbado: justiça valida eleição e nova diretoria assume a CDL Franca


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O comerciante Maurício Pereira Ramos assumiu a presidência da CDL no lugar do advogado e empresário Pedro José Olivito Lancha
O comerciante Maurício Pereira Ramos assumiu a presidência da CDL no lugar do advogado e empresário Pedro José Olivito Lancha
O conturbado clima político na CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Franca, que se arrasta desde o fim de outubro do ano passado, teve novo capítulo ontem: amparado por uma decisão judicial, o comerciante Maurício Pereira Ramos chegou logo cedo à sede da entidade e assumiu a presidência no lugar do advogado e empresário Pedro José Olivito Lancha, que estava no cargo desde 2011.
 
A CDL tem cerca de mil associados e a finalidade principal de defender os interesses dos lojistas da cidade. Nos últimos meses, no entanto, a disputa pelo poder prevalece. 
 
A mudança no comando da entidade é reflexo das eleições realizadas no dia 31 de outubro do ano passado e que terminaram com acusação de tentativa de golpe. 
 
Pedro Lancha e Maurício Ramos eram aliados e faziam parte da mesma diretoria. Divergências levaram ao rompimento da aliança. No dia 1º de outubro, Pedro publicou edital sobre “assembleia geral extraordinária e ordinária” com a finalidade de os associados com direito a voto se reunirem na sede, para, entre outras deliberações, elegerem e darem posse à nova diretoria para o triênio 2015/2017.
 
Maurício Ramos, que ocupava o cargo de diretor de marketing, se inscreveu para a disputa em nome da oposição. Manteve na chapa a mesma diretoria, sem o presidente, que, segundo ele, não havia sido encontrado. No dia da eleição, Pedro Lancha exibiu um vídeo do presidente da federação estadual informando que os mandatos das atuais diretorias foram prorrogados por mais três anos e que não haveria mais a votação. 
 
Após a exibição do vídeo, o grupo de Pedro Lancha deixou a sede da CDL. A oposição ficou, fez a eleição e Maurício foi eleito. Duas atas foram realizadas e apresentadas ao cartório. Amparado pela determinação da federação estadual, Pedro permaneceu no cargo, enquanto Maurício foi buscar seus direitos na Justiça. 
 
O juiz da 3ª Vara Civil, Alexandre Semedo de Oliveira, julgou procedente a ação para julgar nula a ata registrada por Pedro e tornar eleita a diretoria comandada por Maurício. “Ora, se houve convocação, por óbvio que não poderia a ré, pura e simplesmente, declarar prorrogado o mandato da diretoria então empossada, ainda que houve determinação da federação das câmaras da qual participa. A decisão dos diretores de encerrar a sessão à revelia dos presentes é claramente inválida e desprovida de efeitos”, escreveu o juiz.
 
Com a decisão, Maurício e os novos diretores assumiram o comando da CDL na manhã de ontem. “Avalio a situação como muito triste. A gente não precisava desse impasse, pois a disputa atrapalha muito. Só fomos à Justiça porque havíamos feito tudo certo e ele (Pedro) decidiu prorrogar o mandato sem ter feito assembleia, como prevê o estatuto da CDL”, disse Maurício.
 
Embora tenha assumido o cargo, ele não teve acesso à sala da presidência, que permaneceu trancada o dia todo. Segundo Maurício, se Pedro não comparecer à entidade para fazer a abertura, a porta terá de ser arrombada. O ex-presidente não atendeu as ligações feitas pela reportagem ao seu celular para comentar a decisão judicial.
 

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