'Ela nunca esteve tão mal quanto agora', afirma médico sobre Sofia


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Sofia e sua mãe em foto postada no Facebook
Sofia e sua mãe em foto postada no Facebook

A bebê Sofia de Gonçalves Lacerda, permanece no Jackson Memorial Hospital, em Miami, Estados Unidos, e seu estado de saúde é considerado delicado.

Após a cirurgia de transplante de cinco órgãos do sistema digestivo, Sofia, que sofre de uma doença rara denominada Síndrome de Berdon, recebeu alta e continuava o tratamento em casa. Porém, a menina de um ano e oito meses retornou ao hospital com sintomas do que parecia ser uma alergia. Exames comprovaram que Sofia estava com um vírus, o citomegalovírus (CMV), que pode causar catapora e diferentes tipos de herpes. O que complica o quadro da menina é que o vírus está alojado nos pulmões e ocasionou uma pneumonia.

O médico brasileiro Rodrigo Vianna, responsável pelo tratamento e cirurgia de Sofia, explica que a menina não tem previsão de melhora. "Em pacientes com imunidade baixa, como o caso da Sofia, o vírus tem efeito potencialmente letal", contou Vianna ao site Uol. O médico esclarece que a prioridade agora é o vírus. "Ela nunca esteve tão mal quanto agora. E não há perspectiva de melhora por enquanto", lamenta o médico. Por conta disso, a medicação para evitar a rejeição de Sofia aos órgãos transplantados foi suspensa. Isso implica em uma maior chance de ocorrer a rejeição, mas Vianna afirma que os órgãos seguem em perfeito estado.

"Aconteceu o que não queríamos; nossa bonequinha está muito inchada, a sua pele continua muito diferente, ela segue entubada. As bactérias já estão sendo tratadas. Com tudo isso, ela sempre nos mostra a sua força, olha para nós e - quase não conseguindo abrir os olhinhos - manda piscadinha e faz ombrinhos", comentou a mãe de Sofia, Patrícia Lacerda, em seu perfil no Facebook.

No mesmo hospital está o menino Davi Miguel, de Franca, que aguarda pela chance de realizar um transplante semelhante ao de Sofia. No caso de Davi Miguel, o organismo não consegue absorver nutrientes por meio da digestão. Recentemente, um vídeo mostrou o menino de um ano e cinco meses se alimentando com uma espécie de papinha. Foi a primeira vez que Davi Miguel ingeriu algo de consistência mais sólida.

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