Na noite de quarta-feira, dia 12, a presidente Dilma Rousseff foi entrevistada por Kennedy Alencar, no jornal SBT Brasil. Ela negou que renunciaria ao cargo.
Dilma afirmou que a intolerância e a "cultura do golpe" existem, mas não considera que tenha força suficiente para levar a um impeachment. "A cultura do golpe existe ainda, mas não acho que tenha condições materiais de ocorrer", explicou. "Jamais cogito renunciar", declarou a presidente, defendendo que é "representante legitimamente eleita pelo voto popular". "Temos que ser capazes de conviver com as diferenças e situações difíceis", anunciou Dilma.
A presidente também foi questionada a respeito de sua relação com a Câmara dos Deputados, que estaria rejeitando ou aprovando leis em dissonância com o Executivo. "Não acho que estejamos em isolamento político. Mas tem muita volatilidade nas relações políticas que contaminaram o ambiente", contou Dilma, informando ainda que apenas uma das 3 mil sugestões foi rejeitada pela Câmara. Em seguida, a presidente defendeu Renan Calheiros, presidente do Senado. "Tem muita coisa boa e tem várias coisas que o governo não concorda, mas não significa que a agenda não seja valorosa e uma grande iniciativa do presidente Renan para o povo. A vantagem dela é que coloca uma pauta que seja construtiva para o país e ajuda na discussão", falou Dilma.
Kennedy perguntou à presidente se ela considera que tenha cometido erros em sua gestão. "Não acho que não errei, não. Acho que sou completa, inteiramente humana. Posso ter cometido vários erros, mas os erros não são esses que eles falam", falou Dilma. Kennedy quis saber a quais erros a presidente se referia. Dilma afirmou que se tratava da infraestrutura, que poderia ter recebido mais incentivos. "Acredito que deveria ter me esforçado para que o Brasil não tivesse tantas amarras pra investir", contou a presidente.
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