Sinsaúde aciona Procuradoria para questionar demissões na Santa Casa


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O presidente da Santa Casa, José Cândido Chimionato, disse que medidas anunciadas proporcionarão economia de R$ 1 mi mensais
O presidente da Santa Casa, José Cândido Chimionato, disse que medidas anunciadas proporcionarão economia de R$ 1 mi mensais
O Sinsaúde (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Franca e Região) protocolou ontem, junto ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Estadual, um pedido de intervenção para esclarecer os motivos que levaram a Santa Casa de Franca a programar demissões de 120 funcionários, previstas para ocorrerem até o fim desta semana. Segundo o órgão sindical, a justificativa de corte em repasses dada pela fundação no início da semana não é suficiente para explicar os 65 desligamentos efetivados até ontem. 
 
“Como a alegação não oficial do hospital, através de seu presidente, é de que as demissões têm por motivação os cortes nos repasses do Estado, a diretoria do Sinsaúde apoia a mobilização da Câmara de Vereadores de Franca que solicita, de forma veemente, ao secretário de Saúde do Estado de São Paulo, juntamente com a DRS (Diretoria Regional de Saúde), a reconsideração da decisão de suspensão do repasse de verbas para a Santa Casa de Franca”, disse o sindicato, em nota.
 
Ainda de acordo com o sindicato, nada poderá ser feito para reverter as demissões já consumadas, mas a afirmação é de que todos futuros serão acompanhados para garantir a “preservação dos direitos dos demitidos”. 
 
Na próxima sexta-feira, o assunto deverá ser debatido durante um encontro de sindicatos filiados à Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo, em Assembleia Geral.
 
Um dos pontos mais questionados pelos representantes da classe trabalhadora foi o fato de as demissões terem ocorrido de forma unilateral, sem conversas prévias entre Santa Casa e Sindicato. Segundo eles, o distanciamento anulou qualquer possibilidade de que fossem discutidas alternativas às demissões. 
 
A Santa Casa de Franca foi procurada para falar sobre as alegações do Sinsaúde. Mas, até o fechamento desta edição, não houve retorno.
 
O caso
A Santa Casa de Franca anunciou na última segunda-feira que deve demitir 120 funcionários até amanhã. Os cortes, bem como a racionalização de honorários médicos, de custos e processo operacional, devem gerar uma economia de R$ 1 milhão mensais, conforme informou o presidente da Santa Casa, José Cândido Chimionato. 
 
“Neste ano, deve haver uma queda em nosso repasse de, no máximo, R$ 1 milhão por mês - cerca de 10% do valor de nosso orçamento”, disse ele, em entrevista segunda-feira para explicar o motivo das readequações. 
 
Outro ponto apontado por ele como agravante na situação financeira das Santas Casas, de um modo geral, foi a defasagem da tabela SUS, que chega a 50% do valor dos procedimentos. Segundo Chimionato, a discrepância deixou um déficit de R$ 39 milhões à fundação, só no último ano.

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