Durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha e nos países que ela invadiu, foi deflagrada uma grande perseguição ao povo judeu. Eles eram deportados para lugares isolados onde acabavam morrendo por conta de maus tratos diários, falta de comida e de abrigo. Estes lugares eram chamados “campos de concentração”. Seus criadores foram os alemães nazistas.
Procurando fugir a esta situação, muitos judeus de escondiam dos alemães. Anne Frank, sua mãe, sua irmã e seu pai, Otto, foram alguns dos milhares que fizeram isso. A família já tinha fugido da Alemanha para a Holanda, quando as meninas eram pequenas. Mas quando Hitler, o chefe alemão, invadiu a Holanda, os quatro tiveram de se esconder de vez. Foram ajudados por outra família que deixou que ficassem num cômodo anexo ao apartamento onde moravam. Ali a família Frank viveu durante mais de um ano, sem fazer barulho, comendo e se vestindo com o que os amigos faziam chegar ao esconderijo de Ansterdã, capital da Holanda.
Nesse período, Anne, que tinha treze anos, escreveu todos os dias em seu diário, contando o que fazia, como se relacionava com os seus nesse ambiente desconfortável, quais eram suas expectativas, seus medos, suas esperanças. No dia em que a família foi descoberta e levada para o campo de Auschwitz, Anne deixou o diário para trás. Quando a guerra acabou, só o pai de Anne permanecia vivo. As mulheres da família tinham morrido em outro campo, Bergen Belsen. O pai conseguiu recuperar o diário da filha e o publicou em 1947, sob o título O Diário de Anne Frank. Desde então este tem sido um dos livros mais lidos por gerações e gerações. Ele tem o poder de emocionar os leitores, através do olhar de Anne.
A casa onde a menina viveu escondida em Amsterdã, capital da Holanda, transformou-se em museu. Chamado Casa de Anne Frank, este museu, muito visitado por turistas do mundo inteiro, encomendou um livro baseado no diário mas com linguagem apropriada para crianças de cerca de 9 anos. Quem escreveu o livro - Lá fora, a guerra: o mundo de Anne Frank - foi a holandesa Janny van der Molen, que virá ao Brasil no final deste mês para o lançamento. O livro tem ilustrações de Martijn van der Linen, que ajudam a criança a entender esta história de guerra, perseguição, sofrimento. “Tudo pode mudar para pior, se não consideramos o outro com quem convivemos”, diz a autora. É uma frase importante para nossa reflexão.
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