Bruna Cristine Menezes de Castro, de 25 anos, modelo conhecida nas redes sociais como "Barbie" foi presa na última terça-feira, dia 11, em Goiânia, acusada de estelionato.
A jovem anunciava produtos eletrônicos e importados como smartphones, maquiagens e perfumes, nas redes sociais, mas após o pagamento a vítima não recebia o produto. De acordo com a Polícia Civil, Bruna não agiu apenas em Goiânia. Além do Estado de Goiás, a jovem enganou pessoas em Brasília e no Rio de Janeiro. Somente na capital goiana são 90 denúncias registradas. A polícia acredita que o número total de vítimas seja de mais de 500 pessoas, uma vez que Bruna praticava o crime há cinco anos.
Flávio Cavalcante, advogado da jovem, afirma que Bruna assume a autoria de alguns crimes, mas nega outros. Ele não esclareceu, entretanto, quais deles sua cliente confessa e quais ela alega não ter cometido. Eduardo Prado, titular da Delegacia Estadual de Defesa do Consumidor (Decon), informou ao G1 que Bruna inventava doenças para adiar a entrega dos produtos que vendia. A jovem chegou a dizer que o pai tinha câncer.
Bruna criava perfis falsos na internet e usava outros nomes em suas contas. “Em alguns perfis ela dizia que era Maria. Ela ia cancelando as contas e criando outros perfis”, contou Eduardo. Lucas Rodrigues Guimarães, de 20 anos, foi uma das vítimas. Ele conheceu Bruna através de uma amiga em comum, e comprou um celular da jovem. Ele nem recebeu o aparelho, muito mesmo foi reembolsado. Lucas contou que não desconfiou de Bruna quando a conheceu, pois a jovem sempre foi muito educada e agradável.
Bruna também enganou um analista de sistemas no Rio de Janeiro. Ryan Balbino manteve um relacionamento com a jovem entre 2011 e 2012. Ela afirmou estar com câncer no útero e metástase no pâncreas, pedindo dinheiro ao rapaz para fazer o tratamento. Ele explicou ao G1 que depositou R$ 15 mil em uma conta bancária de Bruna. Foi através de um encontro com familiares da jovem que Ryan descobriu que a doença era inventada.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.