Traumatizada, comerciante diz que até cão foi ameaçado


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Fitas usadas para amarrar família durante roubo ao sítio
Fitas usadas para amarrar família durante roubo ao sítio
Com um semblante apreensivo e tentando manter as mãos firmes enquanto gesticulava, a dona de casa ACM, 40, levou ontem a reportagem do Comércio da Franca até o sítio em que passou horas de medo e incertezas. “É difícil olhar e não lembrar do que aconteceu. Mexe demais com o psicológico da gente”, disse, pensativa. 
 
O crime teve início no final de domingo. Após passar o dia fora, CFM e a família retornaram para o sítio na zona rural do município. Ao chegarem, avistaram as luzes acendendo e apagando e entraram na casa por acreditar que os receptores estavam com problema. Lá, a mulher e a filha, que está fazendo tratamento para depressão, foram abordadas por um bandido. Ele apontou a arma para a testa da menor e anunciou o assalto. Outros dois homens surgiram já com o comerciante e o filho rendidos. Todos ficaram ajoelhados enquanto os bandidos pediram pelo dinheiro ganho durante o dia no supermercado. Segundo ela, não havia nada, pois eles não têm costume de levar dinheiro para casa.
 
Enquanto o tempo passava, diversas ameaças foram feitas. Entre elas, uma que a dona de casa não esqueceu. “Um deles apontava a arma para meus filhos e me perguntava quem ia morrer: ou ele ou ela, como se estivesse se divertindo. Depois, dizia para meu marido ter mais amor pela filha, que estava sob a mira do revólver, e entregar o dinheiro”, contou. Até um cachorro da família foi ameaçado com uma arma.
 
Após revirarem o sítio, os bandidos ordenaram que a família, que a essa altura já estava amarrada com fitas, esperasse duas horas para sair do quarto. Quatro horas se passaram e eles então foram até um vizinho, de onde chamaram a polícia. A quadrilha, que seria composta por seis homens, fugiu sem deixar pistas.
 

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