Empresário atropela e mata mulher em avenida de Franca


| Tempo de leitura: 2 min
Ontem à noite, moradores protestaram contra violência na avenida
Ontem à noite, moradores protestaram contra violência na avenida
O trânsito francano registrou mais um acidente com morte. Desta vez, a ajudante Lucimar Urquiza Morato, de 54 anos, que residia na Vila Santa Terezinha, figura como vítima. No domingo à noite, por volta das 19 horas, ela foi atropelada na avenida Doutor Flávio Rocha e morreu ontem na Santa Casa. O empresário Ricardo Pugliesi, 50, que estava embriagado e fugiu com medo de ser linchado, acabou detido quilômetros à frente do ocorrido. Ele pagou fiança de R$ 5 mil e foi liberado horas depois.

Após acidente, moradores protestam e entram em confronto com a Polícia Militar 
 
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no Plantão, Pugliesi dirigia um Hyundai Santa Fé e atropelou Lucimar quando ela teria tentado atravessar a via. Em seguida, ele fugiu. A PM foi acionada e tomou ciência das características do carro envolvido. Durante patrulhamento, os policiais encontraram o veículo trafegando no sentido Vila Santa Terezinha-Jardim Petráglia, bairro em que o acusado reside. 
 
Enquanto fugia do local dos fatos, o Samu socorreu Lucimar e a levou para o Pronto-Socorro “Álvaro Azzuz”. Devido à gravidade de suas lesões, a ajudante foi encaminhada para a Santa Casa, onde permaneceu em estado grave. Segundo a assessoria de comunicação do hospital, “Lucimar deu entrada na Santa Casa com traumatismo craniano, fratura de tíbia e coluna cervical”. Ontem à noite, ela morreu. 
 
Seu sepultamento será hoje no cemitério Santo Agostinho, com trabalhos da Funerária Francana. 
 
Embriagado
No momento em que foi detido, na noite de domingo, o motorista aparentava sinais de embriaguez, como conversa repetitiva e modo exaltado de se expressar. O empresário afirmou aos policiais que fugiu por medo de ser agredido pelas pessoas que passavam pela avenida no momento do desastre. Ele foi levado ao Plantão Policial, onde um exame clínico constatou que estava sob efeito de álcool.
 
O médico legista, Adriano Moura Denúbila, atestou que “as atividades psicomotoras do condutor se encontravam alteradas” e que estava realmente embriagado. 
 
Diante do fato de dirigir alcoolizado e ter causado um atropelamento, um boletim de ocorrência com as naturezas de embriaguez ao volante e lesão corporal culposa foram registrados. Pugliesi foi autuado em flagrante e precisou pagar uma fiança de R$ 5 mil para ficar em liberdade. Ele agora deverá responder por homicídio culposo. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários