A Câmara votará na sessão de hoje requerimento pedindo ao prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) que faça a imediata rescisão do contrato entre a Prefeitura de Franca e o ICV (Instituto Ciência e Vida), empresa responsável pela contratação de quatro falsos médicos que atuaram nos Prontos-socorros “Álvaro Azzuz” e Infantil. Dois deles estão presos.
O requerimento não tem força de lei. É apenas um pedido para que a providência seja tomada.
“O ideal seria a abertura de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito), mas, como os vereadores governistas se recusam a abrir a investigação, o requerimento é o instrumento que nos resta. É uma maneira da Câmara marcar posição e mostrar que é contra o que está acontecendo. O ICV já mostrou que não tem capacidade de continuar atuando na cidade”, disse o vereador Márcio do Flórida (PT), autor da proposta.
Na semana passada, os vereadores Valéria Marson (PSDB) e Daniel Radaeli (PMDB) pediram cópias do contrato firmado pela Prefeitura com o ICV e relatórios com as providências tomadas após a descoberta dos falsos médicos.
Excluindo o requerimento sobre o ICV, a sessão de hoje será marcada por homenagens. Os vereadores, que se recusam a abrir qualquer tipo de investigação contra o prefeito, vão votar a concessão de - nada mais, nada menos - oito moções de aplausos a entidades e pessoas diversas.
Também está prevista a votação de um projeto substitutivo apresentado pelo prefeito Alexandre Ferreira que denomina Professor Ivan Silva Cunha o auditório localizado no prédio onde funcionará a Secretaria Municipal de Educação. Após três meses de muita polêmica, o prédio ganhou o nome do professor Michel Astun, na última sessão.
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