Pelo menos três pontos da zona Leste de Franca estão em situação de abandono, devido à falta de manutenção e segurança. Um dos locais mais críticos é um campinho de futebol no bairro Jardim São Francisco. O campo é próximo de um lugar que se tornou um “lixão” no bairro.
“Como não tem área de transbordo, as pessoas jogam lixo, entulhos nesse local, que fica do lado do campo”, disse o pedreiro Luiz Silva, 43. Ele reclama que não há nenhum alambrado ou estrutura que separe o campo desse depósito de lixo. “Nosso bairro já não tem opção de lazer. A única área que tem para as pessoas se divertirem está virando lixão”, reclamou.
O acúmulo de sujeira tem atraído bichos como urubus e ratos para o bairro, o que preocupa os moradores. “Esse lugar só atrai imundice: é rato, mosquito, urubu e barata”, disse a costureira aposentada Maria Oliveira de Souza, 75.
A escuridão próxima ao terreno do campinho também é alvo de reclamação entre os moradores, que evitam andar de noite perto do local, por medo de assaltos.
Devido às condições precárias do campinho, as crianças do bairro acabam brincando no meio da rua. “Quando meus irmãos vão jogar bola no campo, eles têm que limpar antes o local, porque fica cheio de lixo e cocô de vaca e cavalo, que ficam soltos no bairro”, disse a dona de casa Lorrana Karoline Inácio, 19.
No parque do Jardim Paulistano, o problema é a má iluminação do local e a presença de usuários de drogas. O local, próximo à avenida Major Elias Motta, era uma grande voçoroca. “Aqui fica muito escuro de noite, eram uns cinco refletores, agora funcionam dois só. A gente vê uso de droga mesmo de dia, quando escurece fica mais perigoso ainda”, disse a dona de casa Romilda Vilela de Freitas, 45.
Para os vizinhos do parque, a área que foi construída para o lazer se tornou um incômodo. “De noite, nem abro os portões aqui de casa, as árvores viraram esconderijos para pessoas mal intencionadas”, disse a dona de casa Geralda Ferreira, 55.
Ainda no Paulistano, um velório sem uso ocupa uma área do bairro que poderia servir para algo que beneficiasse a população. Uma reportagem do Comércio publicada no último dia 5 trouxe as reclamações dos moradores sobre o local, que já está sofre depredações e está tomado pelo mato. Entre as sugestões da vizinhança, está que a construção vire uma creche ou uma praça.
A Prefeitura havia publicado um termo de aditamento, no dia 4 de agosto, que atribuía a administração do Velório do Paulistano à Associação de Moradores do Parque Vicente Leporace. O presidente da associação havia negado ter responsabilidades em relação ao local. Dois dias depois, a Prefeitura corrigiu o termo, em uma nova publicação, retirando a unidade do Paulistano.
Manutenção e segurança
A Secretaria Municipal de Serviços e Meio Ambiente informou que no campo de futebol do bairro São Francisco é feita a remoção de lixo pelo menos uma vez por semana. A Prefeitura pede a colaboração da população para que não atirem lixo em terrenos e usem caçambas e lixeiras para fazer o descarte correto.
Sobre o Paulistano, a Prefeitura informou que a reposição de luminárias queimadas está incluída na programação de serviços de manutenção, mas não deu datas.
A Polícia Militar informou que, no Jardim Paulistano, foram registradas neste ano 10 ocorrências de tráfico de drogas, uma de porte ilegal de arma de fogo e uma de receptação. Um total de 18 pessoas foi preso em flagrante pela Polícia Militar na região.
A PM também fará relatórios sobre a iluminação e encaminhará os pedidos para a Prefeitura. A Polícia Militar orienta que a população faça denúncias pelo telefone 181, que corresponde ao Disque Denúncias, e também pelo 190.
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