Cuidadores de alunos com deficiência do município denunciam falta de orientação


| Tempo de leitura: 2 min
O presidente do Sindicato dos Servidores, Luiz Fernando do Nascimento, disse que é estudada uma alternativa para o caso
O presidente do Sindicato dos Servidores, Luiz Fernando do Nascimento, disse que é estudada uma alternativa para o caso
Cerca de 40 monitoras de creches contratadas pela Prefeitura de Franca - desviadas da função depois da terceirização das unidades infantis e que atuam como cuidadoras de alunos com deficiências na rede municipal de ensino - denunciam a falta de orientação para exercerem o novo cargo. De acordo com elas, que preferem não se identificar por medo de perseguição por parte da administração municipal, até o ano passado era oferecido respaldo para atender as crianças especiais. 
 
“Desde que fomos encaminhadas para assumir a função de cuidadoras, sempre contamos com uma pedagoga que era gestora da parte educacional e que nos auxiliava. Ela tinha preocupação em acompanhar o trabalho e nos orientar. Realizávamos com frequência discussões e trocas de experiência, e isso nos ajudava a manter um trabalho satisfatório e ainda nos auxiliava quando enfrentávamos alguma dificuldade”, disse uma servidora municipal.
 
De acordo com as cuidadoras, desde o início deste ano, são oferecidas apenas aulas em plataforma digital e não é possível conversar com os professores. 
 
Segundo elas, que passaram em concursos de 2006 e 2009, os cuidadores têm a função de adaptar o material ensinado pelas professoras para os alunos com deficiências, além de auxiliá-los na alimentação, locomoção e adaptação ao ambiente escolar. 
 
“É preciso um respaldo e uma orientação para que o trabalho seja exercido de forma satisfatória e que não prejudique nem os alunos, que precisam de atenção especial e um trabalho específico de inclusão, nem os profissionais. Hoje, somos muitas nos afastando por motivos de saúde”, disse uma das monitoras.
 
O presidente do Sindicato dos Servidores, Luiz Fernando Nascimento, confirmou que o problema existe e informou que é estudada uma solução. “Estamos tomando providências, mas é complicado porque a função de monitor, como elas passaram no concurso, não existe mais na Prefeitura, depois que as creches foram terceirizadas”, disse. “Com isso, agora elas estão nas classes de apoio com os alunos com deficiência e, por isso, estamos estudando a legalidade dessa situação. Temos que analisar com muito cuidado para não prejudicá-las também”, completou. 
 
Apesar de concursadas como monitoras, todas que hoje desempenham as funções de cuidadoras são formadas em magistério ou pedagogia. “Como somos professoras, queremos o enquadramento da nossa categoria no magistério, para que possamos atuar como professoras e assumir salas de aula também”, disse outra monitora.
 
Outro lado
Procurada para comentar o assunto e as reclamações das monitoras que foram desviadas de função, a Prefeitura, por meio da sua Assessoria de Comunicação, informou que não seria possível se pronunciar sobre o caso.
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários