Após passar por PS, bebê entra em coma


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Desde que chegou à Santa Casa, o bebê de cinco meses de idade segue na Unidade de Terapia Intensiva em estado de coma
Desde que chegou à Santa Casa, o bebê de cinco meses de idade segue na Unidade de Terapia Intensiva em estado de coma
O Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” foi, novamente, cenário de um drama familiar na última segunda-feira. Dessa vez, o protagonista de uma possível negligência - como acredita a família - foi um bebê de 5 meses que, até o fechamento desta edição, encontrava-se em estado de coma na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Franca. 
 
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado no Plantão Policial e com relatos do pai da criança, o comerciante Cristian Marcelo de Melo, os médicos do pronto-socorro teriam diagnosticado como “caso simples de resfriado” a dificuldade de respirar do bebê e o liberado nas três vezes em que o pai e a mãe procuraram por socorro. 
 
Antes de deixar o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” pela última vez, por volta das 6 horas do dia 3 - após ter ficado em observação por três horas no local -, o bebê teria sofrido parada respiratória, seguida de cardíaca. Ele foi internado, meia hora depois, na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa, com inchaço no cérebro por falta de oxigenação.
 
“Enquanto eu fui buscar o carro para irmos do pronto-socorro pra casa, meu filho teve a (primeira) parada nos braços da mãe; ainda dentro do hospital”, contou Cristian. “Os guardas foram correndo chamar o médico, que demorou cerca de 10 minutos para chegar. Até fazer os primeiros socorros e chamar a ambulância, foram mais 10 minutos. Quando chegamos à Santa Casa, meu filho havia ficado meia hora sem oxigenação no cérebro.”
 
Ainda de acordo com o pai, o caso do bebê era delicado e houve grande insistência por parte da família para que, desde o primeiro atendimento, o menino fosse encaminhado à Santa Casa, onde tem o hábito de ser tratado. 
 
O atendimento do bebê inspirava cuidados porque, aos 14 dias de seu nascimento, um desmaio teria levado à descoberta de uma coarctação da aorta (estreitamento da aorta) e, durante uma cirurgia reparadora, uma incisão não intencional nas cordas vocais teria causado uma paralisia na região. “Puseram uma traqueostomia e ele passou a ter apneia. Ele também já tinha tido parada antes. Todo este histórico estava documentado no hospital. Desde domingo, vínhamos pedindo para que o bebê fosse internado na Santa Casa, mas o médico disse que se juntasse a minha saúde com a dele não dava a do meu filho.”
 
Ainda de acordo com ele, uma internação direta, sem intermediação do “Álvaro Azzuz”, também foi tentada na Santa Casa. “Mas não adiantou. Negaram a vaga e disseram que eu precisava passar pelo pronto-socorro. Corremos para casa e nos preparamos para ‘acampar’ no PS.”
 
Por achar que procedimentos diferentes dos que foram prestados ao bebê pudessem ter dado outro desfecho ao caso de seu filho, Cristian registrou uma reclamação na Ouvidoria da Secretaria de Saúde bem como um Boletim de Ocorrência no Plantão Policial; com esperança ainda de encontrar uma explicação para o que ocorreu. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura para falar sobre o caso. Mas, mais uma vez, não obteve resposta até o fechamento da edição.
 
Estado de saúde do bebê
Desde que chegou à Santa Casa, o bebê segue na Unidade de Terapia Intensiva em estado de coma. Ontem, exames teriam sido realizados para avaliar as atividades cerebrais da criança e os resultados estão previstos para sair na manhã desta sexta-feira. 
 
“Os médicos dizem que a chance do meu filho é pequena, mas eu não acredito nisso. Estou jejuando desde domingo, orando e pedindo a Deus; Ele nunca me abandonou (chora). Não quero acreditar no pior. Custava esse médico assinar um papel e mandar meu filho para a Santa Casa? A gente costumava levar ele lá e os médicos já sabiam o que fazer. A gente quer muito ele...”, disse o pai.
 
 

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