A arte imita a vida? Em novela, prefeito é aconselhado a dar festa para alavancar popularidade


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O vereador Laercinho e o ator Gabriel Braga Nunes, que interpreta o personagem Luís Fernando, em Babilônia
O vereador Laercinho e o ator Gabriel Braga Nunes, que interpreta o personagem Luís Fernando, em Babilônia

O capítulo desta terça-feira, 4, da novela Babilônia, exibida na faixa das 21h na Globo, provou que realmente a ficção se inspira na realidade, e a linha entre o plausível e o ridículo é algo muito tênue.

Na trama global, Aderbal Pimenta (Marcos Palmeira), prefeito da fictícia Jatobá, descobre que caiu dez pontos em uma pesquisa de popularidade e, desesperado para reverter a situação, pede ajuda a seu assessor Luís Fernando (Gabriel Braga Nunes). “Melhore a minha imagem urgente!” exige o político.

O funcionário vem a seu resgate com uma proposta simples: antecipar o lançamento de uma nova obra na cidade, com uma grande festa. “Tem que distribuir sanduíche e lembrancinhas para a população, tipo chaveirinhos. Estratégia do pão e circo, uma fórmula que dá certo há dois mil anos”, empolga-se Luís. Segundo ele, a festa ainda precisa de um discurso brilhante do prefeito, onde ele deve humilhar os adversários e não deixar dúvidas sobre quem está no comando. A trilha sonora da cena é uma música meio ridícula para ilustrar a situação.

A história soou familiar? Claro que todo mundo conhece a política do pão e do circo, mas quem em sã consciência proporia algo do tipo em pleno século XXI? Todos sabemos a resposta: Miguel Laércio Matias, o Laercinho!

No último dia 14 de julho, o vereador famoso por seus ternos berrantes decidiu aconselhar o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) sobre como ele deve melhorar sua imagem junto à população. Laercinho disse para o líder de Alexandre na Câmara, o vereador Luiz Vergara, sugerir dar uma festa gratuita – o que teria salvado a imagem do prefeito do Ibiraci Fernando Hermógenes Freitas (PSBD) quando ele estava “meio queimadão”. “O prefeito mineiro fez uma coisa lá que os outros deveriam copiar. A queima do alho é ‘facinha’ porque não tem despesas! Nós podemos trazer muita gente, shows bons de graça e vender a cerveja cara” disparou o nobre edil.

Se na ficção o prefeito adorou a ideia e vai fazer a tal festa, na vida real Alexandre Ferreira não se pronunciou sobre a festa com cerveja quente e cara, como disse Laercinho.
 

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