Lena Lupari, uma mulher de 26 anos de County Antrim, na Irlanda do Norte, é viciada no energético Red Bull. A dependência é tamanha que ela toma 28 latas do produto por dia, o equivalente a sete litros, ingerindo nada menos que 3 mil calorias diárias apenas com a bebida.
O que ela não sabia é que todo esse excesso poderia prejudicar sua saúde. Ela desenvolveu uma doença chamada Hipertensão Idiopática Intracraniana, que fez com que seu cérebro inchasse devido ao sobrepeso, causado pelas calorias extras da bebida adocicada. A doença faz com que os nervos óticos inchem, e já está afetando a visão da mulher.
Lupari, que é mãe de três crianças, gastava 450 libras (aproximadamente R$ 2.400) mensais em Red Bull, e não fazia ideia dos possíveis danos até desmaiar em junho. “Sofro de enxaquecas e dores de cabeça há cinco anos, mas apenas os ignorei e tomava analgésicos. Então minha visão se foi e eu não conseguia nem levantar a cabeça do travesseiro. Acabei internada por seis dias”, ela contou ao jornal Mail Online.
Para não precisar passar por uma cirurgia, a dona de casa precisa perder peso. Apenas cortando o Red Bull de sua dieta, ela já perdeu 12 quilos. A doença que ela tem é bastante rara e se caracteriza por pressão anormalmente alta dentro do crânio. Os sintomas são dores de cabeça fortes e pulsantes, e oscilações na visão.
Uma lata de 250 ml de Red Bull contém 80 mg de cafeína, que aumenta o ritmo cardíaco e pode prejudicar pacientes com hipertensão e doenças coronárias, que devem evitar a bebida. Um estudo publicado no jornal de Oftalmologia Investigativa & Ciência Visual também indicou que até o consumo moderado do energético – ou bebidas com cafeína, como o café, aumenta as possibilidades de desenvolvimento de glaucoma, doença caracterizada pelo aumento da pressão dentro do olho.
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