Foi preciso os vereadores levarem um verdadeiro tapa na cara para pararem de submeter duas famílias de bem a um constrangimento desnecessário, que se arrasta há três meses, por causa de briga política.
Na sessão de ontem, pela quarta vez, eles pretendiam adiar os projetos que tratam da denominação do prédio da futura sede da Secretaria de Educação. No dia 27 de abril, Valéria Marson (PSDB) propôs que o nome fosse “Professor Michel Astum”. Sete dias depois, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) decidiu que deveria ser “Professor Ivan Silva Cunha”. Normalmente, o projeto que dá entrada na Câmara primeiro tem prioridade, mas não foi o que aconteceu por causa da queda de braço do prefeito com Valéria.
Por três vezes, os projetos foram colocados na pauta e adiados pelos vereadores que não sabiam o que fazer. Ontem, Vergara, líder de Alexandre, pediu novo adiamento por cinco sessões, proposta que iria prevalecer não fosse um discurso contundente de Flávia, filha de Michel Astum. “Nessa história, não existe ganhador. Todos somos perdedores, mas ninguém é mais perdedor do que vocês mesmos. Vocês foram eleitos porque nós os colocamos aqui, mas vocês não estão escutando a nossa voz”, disse. “A briga de vocês, usando o nome do meu pai, usando o nome do Ivan Cunha, não é para defender o que o povo pensa. Querem adiar para quê? Para expor mais o nome dos nossos pais, para expor mais o nosso sofrimento? O que vocês acham que somos?”
Apesar do desabafo, Vergara insistiu com o adiamento, que foi rejeitado por 9 votos a 5. Ainda foi preciso que o plenário derrubasse o parecer contrário que havia sido emitido pela Comissão de Justiça e Redação. Em seguida, o projeto, denominando o prédio de “Michel Astun” foi, enfim, aprovado por unanimidade, diante da família do homenageado.
A proposta do prefeito foi adiada por uma sessão para tentar uma alternativa.
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