O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) passou de todas as medidas. Considerado o pior prefeito da história de Franca, conduz uma administração recheada de denúncias e de processos, tendo assessores acusados e condenados por ilegalidades que envolvem desde desvio de recursos até fraudes nas licitações. O chefe do Executivo francano, que prefere ignorar as irregularidades e o caos que tomou conta da Saúde Pública em nossa cidade, agora trocou o gritante silêncio pelo vil escárnio e o cínico deboche quando indagado sobre a contratação de um tal ICV (Instituto Ciência e Vida) para gerir o atendimento médico nos Prontos-socorros da cidade. Este ICV colocou dois falsos médicos para atender a população francana; um deles cuidou de criança que morreu por causa de meningite.
Conforme vídeo postado no Portal GCN, ao ser questionado pela repórter Tarissa Esteves sobre a descoberta de que outro falso médico teria trabalhado no atendimento aos pacientes francanos, tergiversou e começou a desfiar um discurso de que a Saúde Pública em Franca é uma “maravilha”, “humanizada” e que trata os pacientes com “carinho e afeição”. Mais duas perguntas foram feitas a respeito (leia reportagem completa nesta edição) e ele respondeu da mesma forma, ou seja, não respondeu à questão colocada pela jornalista, negando explicações, numa verdadeira afronta à população de Franca — e não só para com os que lhe outorgaram o mandato. Suas atitudes não denotam compaixão, respeito, sinceridade ou qualquer resquício de humanidade para com o sofrimento de cerca de uma dezena de famílias que ainda aguarda respostas sobre as mortes de entes queridos após atendimento na rede pública de saúde.
Ao contar com uma blindagem quase criminosa da maioria dos vereadores da atual legislatura, Alexandre Ferreira continua patrocinando atos ilegais e imorais, sem se importar com as consequências futuras. Os vereadores que o defendem — e impediram a abertura de uma Comissão Processante para apurar irregularidades na concessão de licenças ambientais — tornam-se cúmplices de toda a situação que hoje a cidade vive. Apenas quatro deles — Valéria Marson (PSDB), Silas Cuba (PT), Daniel Radaeli (PMDB) e Nirlei de Souza (DEM) — votaram a favor da CP. Mas Franca saberá, nas eleições do ano que vem, dar uma resposta à altura a quem se acha acima de tudo e de todos, desconsiderando que deve satisfações a quem acreditou em seu discurso e lhe concedeu os votos necessários para se eleger. As urnas, certamente, serão implacáveis com quem hoje ri na cara de todos. Em outubro do ano que vem, a resposta virá em forma de repúdio. E, mais tarde, a Justiça certamente prevalecerá. Pode até tardar, mas não falhará. Especialmente porque o Brasil mudou a partir de Sérgio Moro.
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